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Mostrando postagens com o rótulo TCU

Os custos de Belo Monte: indícios para a Lava Jato investigar

Canal de desvio das água do rio Xingu. Foto: cimentoitambe Por Telma Monteiro Os custos da hidrelétrica Belo Monte que está sendo construída no rio Xingu, no Pará, já estão  beirando os R$ 31 bilhões . Foi em 2010 que Belo Monte saiu dos R$ 16 bilhões iniciais para os R$ 19 bilhões. Depois pulou para R$ 25 bilhões e daí para R$ 28 bilhões. Em quatro anos, o custo quase dobrou. Não dobrou, porém, a expectativa de geração de energia. Com capacidade instalada de 11 mil  MWh , Belo Monte mal vai chegar a produzir 4 mil  MWh  na maior parte do ano. Isso se ficar pronta. Depois de vencer o leilão de venda de energia de Belo Monte, em abril de 2010, o consórcio Norte Energia corrigiu a estimativa de investimentos de R$ 19 bilhões para R$ 25 bilhões. O BNDES é o financiador, já tendo repassado R$ 22,5 bilhões. A concessão é de 35 anos e a receita da comercialização dessa energia, feitas as contas, passará dos R$ 100 bilhões. Tomara que as investigações da L...

TCU quer respostas do MME sobre a crise de energia elétrica. MME se recusou a responder.

Foto: envolveverde.com.br Em suma, o MME deu o seguinte recado ao TCU: que ele não se meta, pois não tem competência para questionar os órgãos do setor elétrico atrelados umbilicalmente ao Poder Executivo e por ele usado politicamente. P or Telma Monteiro O Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma auditoria para avaliar a segurança, eficiência e sustentabilidade do abastecimento do mercado nacional de energia elétrica e das políticas e ações dos agentes do setor elétrico.     Como resultado da auditoria, em 2014, o acórdão 1.171/2014-Plenário, o Tribunal de Contas da União determinou ao Ministério de Minas e Energia (MME) que apresentasse estudos de custo/benefício econômico e socioambiental referentes à escolha por tecnologias de geração de energia no Brasil. Determinou, também à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que enviasse uma relação das obras de geração e transmissão de energia elétrica e justificasse as causas dos atrasos e a previsão da...

Para nunca esquecer de Belo Monte

Quem constrói Belo Monte Por Telma Monteiro Estou resgatando essa história para que o leitor entenda como é esse mecanismo de bastidores das grandes obras que favorece as empreiteiras. Belo Monte é um ótimo exemplo. Atualmente é o maior "bolo" repartido entre as empreiteiras. Na Petrobras as obras investigadas somam R$ 59 bilhões. É bom lembrar que só em Belo Monte os investimentos chegarão a R$ 32 bilhões.  As empreiteiras e o leilão   O leilão de Belo Monte foi um equívoco. Estava inicialmente prevista a participação de três grandes empreiteiras:   Odebrecht ,   Camargo Corrêa   e   Andrade Gutierrez . Sim, as mesmas que estão envolvidas no esquema de propinas da Petrobras. As três empresas foram as responsáveis, junto com a   Eletrobras , pela elaboração de todos os estudos de   Belo Monte .  Eles serviram para mascarar a face do monstro em construção num local tão especial como o rio Xingu. O Tribunal de Contas da Un...

Belo Monte: bilhões que soam como tostões

Telma Monteiro Quais são as justificativas oficiais para que o custo de implantação de Belo Monte, mais recentemente divulgado, esteja na casa dos R$ 31 bilhões? Em 2010, quando passou  de R$ 16 bilhões para R$ 19 bilhões já foi bem mal explicado. Nós ainda nem sabemos como o custo  saiu de R$19 bilhões para R$ 25 bilhões e pulou para R$28 bilhões. De R$ 16 bilhões para R$ 31 bilhões está quase dobrando. Estou repetindo muito a palavra bilhões para que fique nítido que o governo, consórcio e a mídia se referem a bilhões, de forma pusilânime, como se fossem tostões.   Depois do leilão de venda de energia de Belo Monte, o consórcio Norte Energia mudou a estimativa de investimentos de R$ 19 bilhões para R$ 25 bilhões. O BNDES financiará os 80% tendo por base o valor alterado? Todos sabem que a concessão é de 35 anos e a receita da comercialização dessa energia chega a mais de R$ 100 bilhões. Mas, e os custos? Quanto as empreiteiras vão faturar com as obras? Quanto custarã...

Aumento da capacidade instalada de Jirau equivale a duas ou mais hidrelétricas no rio Teles Pires

IHU Online Telma Monteiro , coordenadora de Energia e Infraestrutura Amazônia da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, analisa o pedido das construtoras de aumentar a capacidade instalada da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Obras em Jirau Eis o artigo. O consórcio  ESBR , liderado pela franco-belga GDF Suez , quer aumentar a capacidade instalada da hidrelétrica Jirau , no rio Madeira , em Rondônia. Para isso aguarda a anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel ). Matéria do Brasil Econômico da semana passada (01/09) informa que o objetivo é ampliar a receita da empresa aumentando a capacidade de geração da usina de 3.450 megawatts (MW) para 3.750 MW. O texto informa que seria um acréscimo de 46 turbinas para 50. Porem há equívoco nos números citados na matéria. Em 03 de julho de 2009 foi emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama ) a  Licença de Instalação (LI) N...

Recomendações do TCU ao Ministério de Minas e Energia

Que elabore estudos mais consistentes, para estimular novos investimentos em repotenciação e modernização de hidrelétricas, com argumentos que demonstrem as vantagens ambientais em relação à implantação de novos empreendimentos. Que estude o aumento de vazões em bacias hidrográficas já em operação e de grande potencial de geração de energia, como é o caso da bacia do rio Paraná, e avalie a conveniência de pesquisas visando à aplicação dos resultados das mudanças climáticas em possíveis ações de repotenciação e modernização de usinas hidrelétricas. Que se articule com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), para desenvolver  metodologia que quantifique e compare  os custos e os benefícios econômicos e ambientais de ações de repotenciação e modernização de hidrelétricas existentes e do porte ótimo dos reservatórios em hidrelétricas a serem construídas.

Curto Circuito 30/04/2010

Fomos enganados Depois do leilão de Belo Monte, o tal consórcio Norte Energia que ia perder e acabou ganhando, anda dizendo que tem condições de “otimizar” o projeto e reduzir os custos dos investimentos.(Fonte: O Globo) Só para entender: essa redução de custos teria algum efeito de redução no o preço que o governo pagaria pelo MW/h nos próximos 30 anos? O preço com deságio que venceu o leilão foi resultante dos cálculos com custos de investimentos de R$ 19 bilhões, aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Então quem vai levar a vantagem dessa “otimização” pós leilão? Fomos enganados II Tolmasquim confirmou que os “benefícios” - as benesses fiscais - são concedidos aos projetos de energia no Brasil todo. Completou que é normal o BNDES financiar 80% de Belo Monte que teria uma das maiores taxas de retorno do mundo. Pelo que se soube em artigo na Folha ontem (29) o máximo que o BNDES poderia financiar num projeto seria 60%....

Custos das condicionantes da Licença Prévia de Belo Monte

As condicionantes da Licença Prévia de Belo Monte representaram um aumento de R$ 762 milhões na chamada conta 10, referente a “Terrenos, Relocações e Outras Ações Sócio-Ambientais “. Segundo o relatório complementar do TCU, considerando os outros custos indiretos calculados incidentes nesse valor, para a EPE, o impacto final no orçamento foi de R$ 801 milhões. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) enumerou as condicionantes específicas dispostas na Licença Prévia (LP) da hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, responsáveis pela revisão dos custos da obra, para as quais segue descrição extraída do Relatório do TCU. Condicionante 2.3 – propor e implantar Programa de proteção e recuperação de áreas ambientalmente degradadas na bacia dos rios Xingu-Iriri, adotando medidas de recuperação que venham a ser indicadas no Programa como necessárias para garantia de qualidade e quantidade de água; impacto: acréscimo de R$ 263 Milhões na conta 10.15.45.48 do orçamento (fl. 303, principal); ...

Verdades sobre os custos de Belo Monte revisados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

A “mexidinha” de R$ 3 bilhões a mais nos cálculos dos custos de Belo Monte não é só resultado das condicionantes exigidas na LP, como quiseram fazer crer. Os quase 74% desse valor foram adicionados à conta da construção do canteiro de obras e embutidos sub-repticiamente na esteira da licença ambiental. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) se justificou dizendo que os cálculos foram “subestimados” pelas três maiores empreiteiras do Brasil e a Eletrobrás. Telma Monteiro No final de 2009 o Tribunal de Contas da União (TCU) analisou os custos da hidrelétrica Belo Monte no rio Xingu para subsidiar o leilão de contratação de energia. Faltavam, conforme as determinações do Acórdão nº131/2010-Plenário, de 3/2/2010, os Custos Socioambientais decorrentes das condicionantes da Licença Prévia (LP), a revisão do Custo de Capital Próprio e de Capital de Terceiros, a Atualização do Orçamento e a Atualização do Custo Marginal de Referência (CMR). Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EP...