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Mostrando postagens com o rótulo energia eólica

Será que o governo desistiu de fazer hidrelétricas na Amazônia?

Belo Monte, rio Xingu Telma Monteiro Tem quem esteja cético quanto à notícia  da desistência do governo em construir usinas na Amazônia . Na verdade, no primeiro momento também tive dúvidas, pois não há uma afirmação de que desistiram do Tapajós. Porém, a possível decisão poderia se justificar por: 1. A Lava Jato "engessou" grandes empreiteiras; 2. Mesmo que houvesse interesse por parte delas, seria muito difícil impor sobrepreços; 3. Em tese, o BNDES não poderia, com a mesma facilidade, conceder os recursos nas mesmas condições de juros abaixo do mercado; não há dinheiro sobrando; mas como no governo tudo é possível, não dá para afirmar; 4. Em tese, o governo não poderia, dadas os escândalos atuais, conceder benesses fiscais, carências; mas com apenas uma canetada, seria possível e a gritaria viria depois; 5. As mudanças climáticas e as alterações dos regimes de cheias dos rios amazônicos estão prejudicando as hidrelétricas sem grandes reservatórios; mas...

"Belo Monte é um absurdo e termelétricas são desnecessárias"

Daniele Bragança 22 de Janeiro de 2013 O setor de energia ganhou as primeiras páginas dos jornais no início de 2013 com o baixo nível dos reservatórios e a possibilidade de manter as termelétricas ligadas ao longo de todo o ano para compensar a falta de chuvas. Célio Bermann, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, é um crítico severo dessa solução. Um dos mais respeitados especialistas na área energética do país, trabalhou como assessor da então Ministra Dilma Rousseff no Ministério de Minas e Energia, entre 2003 e 2004. “Saí quando verifiquei que o Ministério de Minas e Energia estava fazendo o contrário do que eu pensava que seria possível", diz ele. Severo crítico da hidrelétrica de Belo Monte, fez parte do painel de especialistas que concluíram que o projeto da usina não deveria ter seguimento. Bermann conversou com ((o))eco sobre os caminhos do setor energético e possíveis soluções para evitar o uso intensivo das termoelétricas co...

Rio+20 e a matriz energética – Parte III

Hidrelétricas e linhas de transmissão Fonte: Aneel Telma Monteiro Energia elétrica Alguém sabe o que é Modicidade Tarifária? O que realmente pagamos numa conta de luz residencial? Modicidade Tarifária é definida como "o fator essencial para o atendimento da função social da energia e que concorre para a melhoria da competitividade da economia” . O Novo Modelo do Setor Elétrico criado pelas Leis 10.847 e 10.848, de 2004, tem entre seus objetivos principais garantir a segurança do suprimento de energia elétrica, promover a modicidade tarifária, promover a inserção social no Setor Elétrico Brasileiro pela universalização de atendimento.  Para ilustrar como a Modicidade Tarifária é uma balela, nada melhor que usar o exemplo de uma conta de luz residencial no valor de R$ 400,00: R$ 180,00 (45%) são encargos e impostos; R$ 104,00 (26%) são os custos de geração; R$ 94,00 (23,5%) são os custos da distribuição (redes locais); R$ 22,00 (5,5%) são os custos da transmis...

Rio+20 e a matriz energética brasileira - Parte II

Telma Monteiro Energia Elétrica Se o Brasil pretende se confirmar como liderança em energias limpas na conferência Rio+20, deve começar por levar e discutir propostas consistentes de programas de eficiência energética, de descentralização da geração e pensar numa matriz nacional de transportes coerente com essa postura.  Posar de grande detentor da matriz energética mais verde do mundo é uma falácia. Rever as políticas energéticas adotadas nos últimos 20 anos é uma boa ideia para a nação anfitriã da Rio+20. O Brasil quer ser a quinta maior economia do mundo. Para isso precisa construir uma sociedade regida por um sistema energético sustentável.  Uma sociedade sustentável.

Energia eólica deve superar a gerada por usinas nucleares no mundo até 2020

Fonte da imagem: aquisefazgostoso.com.br  O avanço do vento no mundo é irresistível. Limpa e barata, a eletricidade de origem eólica já equivale à produzida por 280 reatores e em breve passará à frente da energia nuclear no mundo. Fonte:   Instituto Humanitas Unisinus - IHU A reportagem é de Gero Rueter e publicado pelo sítio Deustche Welle, 30-04-2012. A importância da energia eólica cresce rapidamente em todo o mundo. Na Espanha e na Dinamarca, o vento é a fonte de 20% da eletricidade. Na Alemanha, essa percentagem é de 10% e, segundo os prognósticos, até 2020, será de 20% a 25%. Segundo a Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês), no ano passado foram construídas novas centrais eólicas perfazendo 40 gigawatts (GW) de energia produzida. Com isso, o total da energia ambientalmente correta em todo o mundo chegou a 237 GW no final de 2011, o equivalente ao desempenho de 280 reatores termonucleares.

Rio+20 e a matriz energética brasileira – Parte I

Telma Monteiro O ano de 2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos , segundo a ONU. E não poderia ser de outra forma já que a energia é o centro de tudo, desde suprir a economia até o combate à miséria, passando pelas mudanças climáticas e o equilíbrio da vida na Terra. O governo diz que a matriz energética brasileira, que é o conjunto de fontes que geram energia, é a mais limpa do mundo comparativamente aos países ricos. E que ela é sustentável, pois considera que 45,3% vêm de fontes renováveis contra 7,2% dos mais ricos e 12,9% da média mundial. Será que é verdade? Esses 45,3%, em teoria, de "fontes renováveis", incluem a geração das hidrelétricas e biomassa.  Hidrelétricas criam impactos ambientais, deslocamento compulsório de dezenas de milhares de pessoas e os reservatórios produzem o gás metano um dos mais potentes causadores do aquecimento global [1] .  Essa chamada matriz energética mais "limpa e renovável" do mundo foi resp...

Falcatruas do setor elétrico

Fonte da imagem:  redeinteligente.com "Para saber se um projeto [hidrelétrico] pode ter seus custos reduzidos, uma boa linha de investigação tem sido verificar se em sua elaboração foram usados os mesmos arranjos propostos nos inventários hidroelétricos. Isto porque estes estudos são menos detalhados e podem existir novas soluções de engenharia, mais baratas do que as que foram simplesmente copiadas do inventário e melhor detalhadas. Isso porque, como se sabe, o foco dos inventários [hidrelétricos] não é reduzir custos, mas permitir a divisão de quedas e o aproveitamento ótimo dos potenciais. Além disso, é comum seus orçamentos terem sido “inflados” para afastar o interesse de terceiros daquele rio e ao mesmo tempo, para tentar aproveitar boas condições do BNDES para reduzir o capital próprio. Ou ainda para aumentar o ganho sobre os investidores que entrassem depois como sócios no negócio ." Ivo Pugnaloni [1]   Telma Monteiro O parágrafo acima chamou minha atenção...

Veredas de força

A energia gerada em pequena escala por fontes alternativas ainda pode ser mais bem aproveitada no Brasil. Além de reduzir a emissão de gases poluentes, a pulverização de produtores contribui para a resiliência do suprimento energético nacional Juliana Arin Página 22 Falar sobre o futuro energético brasileiro é como adentrar um espaço de superlativos. Enquanto países reconhecidos como modelos de gestão ambiental, como a Alemanha, tentam chegar a 20% de geração limpa, no Brasil o desafio é manter uma das matrizes elétricas com maior participação das fontes renováveis no mundo (82,19%) pelos próximos 20 anos. E ainda proporcionar a oferta necessária para uma taxa de crescimento econômico de 5% ao ano.

Energia eólica não é prioridade no Brasil

Divulgação: passeiweb.com Planos de expansão ainda estão longe de aproveitar o potencial de 143 GW do país As turbinas movidas pela força dos ventos são uma fonte limpa e renovável de energia, porém não constam como prioridade nos planos oficiais de geração energética, revela pesquisa do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. A capacidade atual instalada é de 1 Gigawatt (GW), o que representa apenas 0,88% do total da energia disponível no Brasil. O trabalho da pesquisadora Juliana Chade mostra que os planos existentes podem aumentar essa capacidade para 6 GW até 2019, muito abaixo do potencial eólico do país, estimado em 143 GW. O plano decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do governo federal, insere a energia eólica como alternativa ao atendimento da carga. De acordo com Juliana, o custo do investimento pode ser a maior dificuldade para a inserção da energia eólica no Brasil: - Mas os custos tendem a ser reduzidos com o ...

O Cordel da Energia

O CORDEL DA ENERGIA Por Luiz Eduardo Corrêa Lima O tempo passa e todo dia, se precisa de mais energia. Energia para coisa boa e energia para porcaria. Energia que traz desgraça e energia que traz alegria. Energia que cresce as cidades, mas também destrói suas crias. Energia que desenvolve e energia que contraria. Dos vários tipos de energia há uns que são muito bons e outros que são bem pior, então temos que conhecer melhor. Tem a tal da Energia Eólica, que está contida no vento e dá para usar todo o tempo, em qualquer situação comum, com garantia e segurança, sem causar perigo algum. Também tem a Energia Solar, essa é mesmo boa de amargar, pois parece que nunca vai acabar, enquanto o rei sol brilhar. O sol, a nossa estrela imensa, é mesmo uma dádiva de Deus. O calor que ele manda ao planeta, desde o começo dos tempos é que mantém a vida na Terra e gera todo nosso alimento. Das pior, tem a Hidrelétrica, embora não cause poluição do ar. É ruim porque destrói a vegetação e tudo que ...