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Mostrando postagens com o rótulo hidrelétrica Teles Pires

Fundo Amazônia: o buraco sem fundo? – Parte 1

Foto: Abcdoabc As finalidades do BNDES me parecem antagônicas em relação a esse papel de receber e administrar fundos para preservar um bioma que ele mesmo não costuma respeitar. O BNDES é financiador dos grandes projetos estruturantes que têm destruído uma grande parte da biodiversidade amazônica, além de projetos agropecuários que impactam a floresta. T elma Monteiro Temer viajou para a Rússia na semana passada e deu uma passadinha na Noruega para conversar com as autoridades norueguesas sobre a montanha de dinheiro que eles têm despejado no Fundo Amazônia. Como a Noruega, maior doadora do fundo, ameaçou cortar o envio da grana que, em tese, ajudaria a controlar o desmatamento da Amazônia, o governo Temer se preocupou. O governo da Noruega tem razão, o desmatamento aumentou, mesmo com os já R$ 2,75 bilhões que doaram para sua preservação. Não que eu ache a Noruega um poço de bondades. Ela têm que compensar suas emissões e ainda manter sob controle os investimentos em...

Energia elétrica, ambiental e socialmente limpa, por Luciane Lucas dos Santos

1 O artigo abaixo foi escrito por  Luciane Lucas dos  Santos, na Revista Crítica de Ciências Sociais, de Coimbra, Portugal.  Título da página eletrónica: Energia elétrica, ambiental e socialmente limpa   [Texto integral] URL:  http://telmadmonteiro.blogspot.pt Revista Crítica de Ciências Sociais O blogue “Energia elétrica, ambiental e socialmente limpa”, alimentado regularmente pela ativista socioambiental Telma Monteiro, é uma excelente fonte de informação para aqueles que querem conhecer em pormenor os impasses e impactos relativos aos projetos de infraestrutura na Amazônia, com particular atenção à Amazônia Brasileira. 2 Nas matérias assinadas por Telma Monteiro – que também podem ser consultadas em blogues como Correio da Cidadania ( http://www.correiocidadania.com.br ) e Língua Ferina ( http://candidoneto.blogspot.pt ) –, os temas abordados são bastante atuais e polémicos, o que amplia a relevância dos dados técnicos e das análises po...

Hidrelétrica Teles Pires: suspensão de segurança contra os indígenas

No dia 15 de novembro de 2014 a Justiça Federal suspendeu o licenciamento da Usina Hidrelétrica Teles Pires , em construção no rio Teles Pires. O Ibama, no entanto, amparado por um artifício chamado suspensão de segurança, aliás muito bem explicado no artigo da Helena Palmquist, reproduzido abaixo, desrespeitou a decisão judicial. Concedeu a Licença de Operação (LO) da hidrelétrica Teles Pires menos de uma semana depois, no dia 19 de novembro de 2014. Véspera de feriado prolongado é um bom dia para emitir essa licença. Com a LO o processo de licenciamento se encerra, mesmo com as condicionantes não cumpridas da Licença Prévia (LP) e da Licença de Instalação (LI). A propósito, colocando mais lenha na fogueira do escândalo da Petrobras envolvendo as empreiteiras, a Companhia Hidrelétrica Teles Pires S/A, Sociedade de Propósito Específico (SPE), responsável por construir e fazer operar a UHE Teles Pires, é constituída pelas empresas Neoenergia (50,1%), Eletrobras-Eletrosul (24,...

Hidrelétricas na Amazônia e dois graves delitos na Justiça: omissão e leniência

Clamor por justiça. O destino da Amazônia está selado? A Dilma foi à África do Sul e em seu discurso falou sobre o apartheid e prestou homenagem a Mandela. Que moral ela tem para isso? (Telma Monteiro)  “Nós, índios Juruna da Comunidade P aquiçamba, nos sentimos preocupados com a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. Porque vamos ficar sem recursos de transporte, pois aonde vivemos vamos ser prejudicados porque a água do Rio vai diminuir como a caça, vai aumentar a praga de carapanã com a baixa do Rio, aumentando o número de malária, também a floresta vai sentir muito com o problema da seca e a mudança dos cursos dos rios e igarapés (…)” Trecho de carta enviada ao MPF, Altamira, 2000 Hidrelétricas na Amazônia e dois graves delitos na Justiça: omissão e leniência Em 15 de maio de 2001, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará ajuizou a primeira Ação Civil Pública (ACP) contra a Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte em resposta a uma carta dos indígenas Juruna, que rela...

As pegadas do BNDES na Amazônia

AS PEGADAS DO BNDES NA AMAZÔNIA Por Bruno Fonseca e Jéssica Mota Parceria entre Agência Pública e O Eco vai mapear o aumento dos investimentos do BNDES em projetos de infraestrutura na região. Obras financiadas pelo banco são acusadas de disfarçar impactos ao meio ambiente, populações indígenas e trabalhadores. Em uma das onze aldeias dos índios Arara do Rio Branco no noroeste do Mato Grosso, Anita Vela Arara, a mais velha da sua comunidade (tem 89 anos), está inconsolável. É que a “tia Nita”, como é conhecida, assistiu à construção de um gigante de concreto sobre o cemitério tradicional da aldeia, onde estavam alguns de seus familiares. Entre eles, sua mãe e sua avó. Segundo Audecir Rodrigues Vela Arara, um dos líderes indígenas e presidente do Instituto Maiwu, sua tia sabe quem é o culpado: a hidrelétrica de Dardanelos, obra de cerca de R$ 745 milhões, mais da metade desse valor financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Mineração: Belo Monte, Teles Pires e Tapajós

A forma escura irregular é o desenho do reservatório. Os quadrados hachurados em vermelho são as áreas dos processos minerários e os respectivos números no DNPM Por Telma Monteiro Relembrando a Belo Sun Mining e o projeto de mineração em Belo Monte , aproveito para acrescentar aqui mais algumas informações importantes.  Uma delas é que na mesma área das escavações dos túneis para desvio das águas do rio Teles Pires, nas obras da  hidrelétrica Teles Pires, constam três processos minerários (entre dezenas de outros) que me chamaram a atenção, e que têm autorização de pesquisa concedida para a Votorantim Metais Zinco S.A.  Esses processos da Votorantim, de Antonio Ermírio de Moraes,  foram prorrogados por três anos e expiram em setembro de 2014. Há também outro processo minerário de pesquisa de ouro de uma empresa chamada Apiacás Mineração  Ltda.   que deve ser fantasma, pois é impossível localizá-la. Postei mapas editados por mim (do EIA ...

Hidrelétrica Teles Pires: entrevista especial

Hidrelétrica de Teles Pires. "A floresta é destruída sem cerimônia e deixa a terra nua, vulnerável e sangrando".  Entrevista especial com Telma Monteiro “Os impactos negativos e mal dimensionados nos estudos são recorrentes em todos os projetos hidrelétricos que estão sendo licenciados”, afirma a especialista em análise de processos de licenciamento ambiental. Foto:  http://bit.ly/17kagTW A determinação do  Tribunal Regional Federal  da 1ª Região de paralisar as obras da usina hidrelétrica de  Teles Pires  está relacionada à falta do  Estudo do Componente Indígena – ECI , apesar da Licença Prévia  para a construção da hidrelétrica ter sido concedida pelo  Ibama em 2010. De acordo com  Telma Monteiro , “o  Ibama  emitiu a  Licença Prévia  e a Licença de Instalação  sem o  ECI , que deveria ser parte integrante do  EIA/RIMA ”. Telma  explica que, em 2008, ano em que se iniciou o pr...

Hidrelétrica São Manoel: audiência pública rechaçada pelos Munduruku

Jacareacanga: sob intimidação de guerreiros Munduruku, Ibama promove audiência pública da UHE São Manoel Por Cândido Cunha   As jornalistas do Latin America Bureau (LAB), Sue Branford e Nayana Fernandez, chegaram à cidade de Santarém no dia 5 de setembro. Estão passando um mês viajando pela região para conhecer os impactos de “grandes projetos de desenvolvimento” sobre comunidades locais. Neste fim de semana, elas estiveram em Jacareacanga acompanhando uma audiência pública promovida pelo Ibama para o licenciamento da hidrelétrica de São Manoel, prevista para o rio Teles Pires, na divisa entre os estados de Mato Grosso e Pará. É mais uma obra polêmica do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal que enfrenta forte resistência indígena. A audiência só ocorreu após a suspensão de uma decisão judicial pleiteada pelo Ministério Público Federal que impedia a realização do evento até a conclusão dos estudos de impacto sobre os indígenas e após intimidaç...

Licenciamento de hidrelétricas no Ibama: dois pesos, duas medidas

Rio Pelotas - Foto: Rádio Difusora São Joaquim Projetos hidrelétricos têm os mesmos impactos, mas recebem tratamento diferenciado do Ibama. Em um caso a licença ambiental é indeferida devido à inviabilidade do empreendimento, em outros, apesar da inviabilidade, as licenças são concedidas. Por Telma Monteiro No dia 10 de setembro de 2013 o Ibama indeferiu a Licença Prévia da hidrelétrica Pai Querê, que seria construída no rio Pelotas, RS. O processo de licenciamento estava correndo no Ibama desde 2001. Como tem acontecido em outros processos de licenciamento de hidrelétricas, foram constatadas muitas falhas no Estudo de Impacto Ambiental e Respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de Pai Querê. A Engevix era então a responsável pela elaboração dos estudos ambientais. Foi um longo caminho trilhado até agora e que acabou bem para o meio ambiente: indeferida a licença ambiental . Vitória da resistência da sociedade civil e da participação do ministério público q...