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As pegadas do BNDES na Amazônia

AS PEGADAS DO BNDES NA AMAZÔNIA Por Bruno Fonseca e Jéssica Mota Parceria entre Agência Pública e O Eco vai mapear o aumento dos investimentos do BNDES em projetos de infraestrutura na região. Obras financiadas pelo banco são acusadas de disfarçar impactos ao meio ambiente, populações indígenas e trabalhadores. Em uma das onze aldeias dos índios Arara do Rio Branco no noroeste do Mato Grosso, Anita Vela Arara, a mais velha da sua comunidade (tem 89 anos), está inconsolável. É que a “tia Nita”, como é conhecida, assistiu à construção de um gigante de concreto sobre o cemitério tradicional da aldeia, onde estavam alguns de seus familiares. Entre eles, sua mãe e sua avó. Segundo Audecir Rodrigues Vela Arara, um dos líderes indígenas e presidente do Instituto Maiwu, sua tia sabe quem é o culpado: a hidrelétrica de Dardanelos, obra de cerca de R$ 745 milhões, mais da metade desse valor financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Hidrelétricas no Amazonas: ''temos um exemplo negativo no nosso quintal''

  Entrevista especial com Anderson Bittencourt “O Amazonas concentra a maior parte das comunidades brasileiras sem acesso à rede elétrica, porque o modelo de fornecimento existente no restante do país não atende às características peculiares da região”, diz o engenheiro eletricista.   Confira a entrevista A usina hidrelétrica de  Balbina , inaugurada no final da década de 1980, no estado do Amazonas, é conhecida como a “pior concepção de hidrelétrica do mundo, porque ocupa um reservatório de mais de 2.500 km² para gerar 250 MW. Enquanto que a média nacional é de 0,5 km² por MW”, afirma  Anderson Bittencourt  à  IHU On-Line . Para ele,  Balbina  é um mau exemplo que deve ser considerado diante da proposta do governo federal de  construir quatro novas hidrelétricas no estado , das sete que serão construídas na bacia do rio Aripuanã, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. De acordo com  Bittencour...

Rio Aripuanã: previsão de mais quatro hidrelétricas

Complexo de Hidrelétricas no Amazonas vai atravessar unidades de conservação, afetar terras indígenas e provocar desmatamento Na semana passada, o inventário da EPE foi apresentado a órgãos públicos, mas segundo apurou o jornal A Crítica, os estudos serão aprovados "em breve" pela Aneel. Geração de energia não atenderá comunidades atingidas nem o Estado do Amazonas (Fonte: A Crítica ) por Elaíze Farias Galeria  de imagens A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou na semana passada em Manaus (AM) o inventário que propõe a construção de sete usinas hidrelétricas na bacia do rio Aripuanã, afluente do rio Madeira, nos Estados do Amazonas, Mato Grosso e uma área menor de Rondônia, representando uma potência total de 2.790 MWh. No Amazonas, estão previstas as construções de quatro usinas: Prainha, Sumaúma, Cachoeira Galinha e Inferninho, na região dos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, sudeste do Estado, distantes 453 e 227 quilômetros de Manaus, respect...

Os Rios do PAC IV

Índios bloqueiam ponte sobre o rio Juruena - Parte I Relato do Professor Vitório, morador de Juina e que estava de passagem pelo local no dia 18 de maio de 2008 "Domingo, 18 de maio de 2008, por volta das 5.30, vários povos (etnias) indígenas bloquearam a única ponte que liga Juina a Brasnorte, cuja extensão é de 900 metros. Apesar do lugar ser bastante pitoresco, dada a beleza da região e das maravilhas da natureza, o lugar está totalmente desprovido de infraestrutura de acomodação para agregar um grande número de pessoas. Impossibilitando portanto, acesso a conversas telefônicas, etc.... não tem um telefone público e nem celular algum que tenha “sinal” freqüência, nesse local, ou seja, é um ponto “cego ou surdo” de celular. Resumindo, não há possibilidade de nenhum tipo de comunicação, nem mesmo os rádios de comunicação dos caminhoneiros (radio amador) funcionam neste local, mesmo com toda a tecnologia que hoje dispomos, e muitas pessoas que ali estavam, tinham celulares e algum...

Sem escolha

Ótima matéria de Andreia Fanzeres, O Eco, sobre os estudos de inventário de PCHs nas bacias dos rios Juruena e Aripuanã e a tensão das lideranças indígenas que não querem a presença do Exército e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em suas terras. Andreia Fanzeres 23.07.2008 Entre os dias 8 e 12 de julho, índios das etnias rikbaktsa, cinta-larga, arara, apiaká, kayabi, munduruku e enawene nawe foram à cidade de Juína (MT) para participar de reuniões promovidas pela Funai e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Na pauta, novos pedidos de autorização para que técnicos do setor elétrico terminem seus levantamentos dentro das terras indígenas, e mensagens deixadas no ar a respeito da possibilidade do Exército interceder, caso necessário. O objetivo é concluir o inventário das bacias dos rios Juruena e Aripuanã, primeiro passo para a realização de estudos de viabilidade econômica de novos empreendimentos hidrelétricos. Mapas preliminares in...