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Tapajós, Juruena, Teles Pires, Madeira, Mamoré: rios com os dias contados

Como o governo brasileiro vai tentar atingir seus objetivos no Tapajós, na Amazônia inteira? Fazendo pressão política sobre os órgãos licenciadores ingerência das empresas nas suas tomadas de decisões “destravando” os processos de licenciamento atacando o Ministério Público e pressionando o judiciário criando novos conceitos sobre impactos ambientais publicidade enganosa reduzindo áreas protegidas - proposta de novo código florestal Incentivando o aumento das áreas para produção agropecuária Plano Nacional de Mineração 2030 pedindo urgência na tramitação do projeto de lei que autoriza  mineração em terras indígenas

Índios Kayabi e Munduruku anunciam que vão resistir contra usinas no Teles Pires

Os índios convidaram procuradores da República do Pará e do Mato Grosso para falar da revolta pela forma como o governo tenta barrar o rio sem consultá-los   Procuradores da República do Mato Grosso e do Pará estiveram semana passada na Terra Indígena Kayabi, na divisa entre os dois estados, a convite dos índios Kayabi e Munduruku, para debater os projetos de usinas hidrelétricas que afetam suas terras. Em outubro, essas mesmas etnias fizeram reféns sete funcionários da Funai e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que faziam estudos sobre as hidrelétricas.

Mineradoras valem ouro nos projetos hidrelétricos do Tapajós e Teles Pires

                       ESCRITO POR TELMA MONTEIRO para o Correio da Cidadania     SEXTA, 28 DE SETEMBRO DE 2012 Mineração na região das usinas do Tapajós e Jamanxim Os projetos de implantação de hidrelétricas nas bacias do rio Tapajós, Teles Pires e Juruena por si só estão induzindo a ocupação de áreas protegidas da Amazônia. Com eles chegaram também as empresas mineradoras transnacionais e o novo ciclo de exploração do ouro. Mais impactos atingirão os territórios indígenas e as unidades de conservação.

Falcatruas do setor elétrico

Fonte da imagem:  redeinteligente.com "Para saber se um projeto [hidrelétrico] pode ter seus custos reduzidos, uma boa linha de investigação tem sido verificar se em sua elaboração foram usados os mesmos arranjos propostos nos inventários hidroelétricos. Isto porque estes estudos são menos detalhados e podem existir novas soluções de engenharia, mais baratas do que as que foram simplesmente copiadas do inventário e melhor detalhadas. Isso porque, como se sabe, o foco dos inventários [hidrelétricos] não é reduzir custos, mas permitir a divisão de quedas e o aproveitamento ótimo dos potenciais. Além disso, é comum seus orçamentos terem sido “inflados” para afastar o interesse de terceiros daquele rio e ao mesmo tempo, para tentar aproveitar boas condições do BNDES para reduzir o capital próprio. Ou ainda para aumentar o ganho sobre os investidores que entrassem depois como sócios no negócio ." Ivo Pugnaloni [1]   Telma Monteiro O parágrafo acima chamou minha atenção...

Hidrelétrica Teles Pires vai engolir cachoeira "Sete Quedas"

Cachoeira Sete Quedas no rio Teles Pires Publicado por IHU - O passivo ambiental provocado pelo enchimento do reservatório da hidrelétrica de Teles Pires , na fronteira dos Estados do Mato Grosso e Pará, incluirá a perda de extenso trecho de corredeiras e cachoeiras que hoje formam a região conhecida como as "Sete Quedas" . Não será a primeira vez que o Brasil abrirá mão de um espetáculo natural com essa característica para garantir geração de energia. Em 1982, o "Salto de Sete Quedas" do rio Paraná, no município de Guaíra (PR), desaparecia por completo após a formação do lago da hidrelétrica de Itaipu. Era um dos maiores do mundo em volume de água. Confluência dos rios Teles Pires e Juruena para forma o rio Tapajós Local do barramento da UHE Teles Pires A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor

"Belo Monte é um compromisso do governo federal com empreiteiras e grupos políticos"

by pontodepauta Dion Monteiro é representante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a construção da usina de Belo Monte. É economista do Instituto Amazônia Solidária e Sustentável (IAMAS) e mestre em Planejamento de do Desenvolvimento pela UFPA. Nesta entrevista, Monteiro explica as conseqüências da usina para o meio ambiente e as comunidades indígenas e ribeirinhas, e revela os verdadeiros interesses por trás do projeto. Portal do PSTU: Quais os principais impactos sociais, econômicos e ambientais da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte?

Rio Tapajós: uma história de exploração

Estudos de Inventário Hidrelétrico das Bacias dos Rios Tapajós e Jamanxim O trecho encachoeirado de São Luiz, de notável beleza cênica foi escolhido para receber o maior empreendimento hidrelétrico planejado para o rio Tapajós, com um reservatório de 722,25 quilômetros quadrados que afetará diretamente o Parque Nacional da Amazônia. Os primeiros estudos da bacia do rio Tapajós para definir seu potencial hidrelétrico foram realizados entre 1986 e 1991. O primeiro projeto para barrar o rio Tapajós foi elaborado na década de 1980 pela Eletronorte. Ele previa um r eservatório gigantesco que alagaria um longo trecho até a confluência dos Rios Teles Pires e Juruena e deixaria submersa a cidade de Jacareacanga . Telma Monteiro A ocupação etno-histórica da bacia do rio Tapajós tem característica pluriétnica e de pluralidade de relações intersociais entre os indígenas Munduruku, Apiaká, Tupinambarana, Cumaruara Maytapu, Tapajó, Cara-Preta, Arapiun, Arara Vermelha e Jaraqui. Os conflito...

Avatar é aqui! Povos indígenas, grandes obras e conflitos em 2010

O presente artigo integra o Relatório Direitos Humanos no Brasil 2010 . Para acessá-lo na íntegra, clique aqui Avatar é aqui! Povos indígenas, grandes obras e conflitos em 2010 Rosane F. Lacerda [1] Nos conflitos envolvendo o setor elétrico, o apelo ao “desenvolvimento” como justificativa para as perdas a serem suportadas pelos povos indígenas pouco difere do quadro vivenciado no tempo do regime militar. Ali, o boom desenvolvimentista devastava centenas de grupos indígenas, sobretudo, os isolados. A diferença é que o Brasil de hoje possui um marco constitucional com importantes princípios e instrumentos protetivos aos direitos indígenas. Tentar efetuar um balanço e uma análise em poucas linhas de uma realidade tão rica e complexa quanto à relativa aos direitos humanos dos povos indígenas é algo que exige imenso esforço de síntese, além da natural busca por dados fidedignos. Devido aos estreitos limites desta obra coletiva, trazemos aqui apenas um apanhado geral sobre os acontecime...

Avaliando a Avaliação Ambiental Integrada da Bacia do Juruena e a sua metodologia de estudo

Hidrelétricas na Bacia do rio Juruena Por Adriana Werneck Regina    Na capital do estado de Mato Grosso, em Cuiabá, no dia 1º de dezembro de 2010, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, promoveu o Seminário Público para apresentar o resultado da Avaliação Ambiental Integrada da bacia do rio Juruena.  Foram selecionados no inventário 13 locais com potencial hidrelétrico de 8.467 MW. Eles articularam com o Estudo de Inventário anteriormente feito na bacia do Juruena que previam a produção de 1.484 MW, do qual 7 aproveitamentos estão em operação, 7 em construção e 55 já aprovados. Somando tudo, aproxima-se ao potencial no valor de 10.000 MW.  Neste conjunto há Usina Hidrelétrica (UHE) projetada dentro da Terra Indígena (T.I.) Apiaká-Kayabi, T.I. Escondido, T.I. Erikpatsa, T.I. Utiariti e no Parque Nacional de Juruena. Nesta soma houve a subtração de premissas jurídicas que reconhecem oficialmente o direito natu...

A urgência insana de Teles Pires

Imagem: ecoviagem.uol.com.br Entrevista especial com Telma Monteiro Telma Monteiro estava imersa nos documentos sobre Teles Pires quando atendeu a IHU On-Line para a entrevista a seguir. Sendo uma das poucas pessoas no país que está estudando, analisando e traduzindo os relatórios lançados sobre o complexo hidrelétrico que poderá ser construído entre os estados do Pará e Mato Grosso – e que desemboca direto no complexo hidrelétrico do rio Tapajós – Telma parou para nos explicar em que contexto estão se dando as negociações sobre este projeto. “Houve um aumento muito grande de consumo de energia nessa região com a instalação de indústrias. No último Plano Decenal de Energia isso fica muito claro. O consumo de energia indústria na região norte pulou de 6,3 para 8,6%. E para se resolver o problema desse consumo de energia constroem hidrelétricas”, descreve. Telma Monteiro é coordenadora de Energia e Infraestrutura Amazônia da Associação de Defe...