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Mostrando postagens com o rótulo #democracia

Palco iluminado ou são só o que temos para hoje?

Imagem: Pngtree Telma Monteiro Eu realmente não entendo essa necessidade de transformar um debate entre dois candidatos à presidência do Brasil em um show, um espetáculo de luzes e cenários. Ao colocar no palco dois indivíduos que se odeiam e na iminência de se agredirem fisicamente, além de desconectados com o verdadeiro Brasil, a mídia tem sido incapaz de apresentar jornalistas com capacidade de elaborar perguntas e transformar essa contenda em questões que os brasileiros merecem ver respondidas sobre o seu futuro. Só falar sobre o passado avassalador e putrefato, sem que o futuro seja objeto da verdadeira motivação de estarem ali. O objetivo, na verdade, é o espetáculo e a torcida evidente para que o pior aconteça, ou melhor uma exposição ainda mais negativa dos candidatos. Lamentável que a classe de jornalistas, emissoras de TV, Youtube, rádios, portais, se unam no único propósito de medir audiência. Não estamos tratando de um ringue de luta livre ou box, estamos tratando do fu...

Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!

Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais. Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal. Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º ...

Precisamos ir às ruas

Imagem: Brasil Escola   Telma Monteiro Bolsonaro acaba de escancarar para o mundo o golpe que pretende dar. Por muito menos que isso já fomos às ruas em protesto. Nós estamos nos equilibrando numa linha tênue sobre um precipício que pode não ter fim. Vivemos um momento perigoso de quase total submersão numa crise institucional. Muita gente ainda não percebeu que a linha que nos separa do autoritarismo está se rompendo. Quem vai impedir Bolsonaro de concretizar seu projeto golpista? As vozes que se levantam nas redes sociais pretendem substituir os protestos que deveriam acontecer em todas as ruas do Brasil, todos os dias? Carregar cartazes e faixas contra esse golpe em andamento é nossa única saída. Muitos movimentos se perderam ou perderam sua força com protestos cibernéticos ou assinaturas online. As urnas vêm depois, para sacramentar nossa escolha do Brasil que queremos. Chegou a hora de sair para gritar, carregar faixas, colorir as faces, sem, contudo, derrapar para o parti...