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Precisamos ir às ruas



Imagem: Brasil Escola 

Telma Monteiro

Bolsonaro acaba de escancarar para o mundo o golpe que pretende dar. Por muito menos que isso já fomos às ruas em protesto. Nós estamos nos equilibrando numa linha tênue sobre um precipício que pode não ter fim. Vivemos um momento perigoso de quase total submersão numa crise institucional. Muita gente ainda não percebeu que a linha que nos separa do autoritarismo está se rompendo.

Quem vai impedir Bolsonaro de concretizar seu projeto golpista? As vozes que se levantam nas redes sociais pretendem substituir os protestos que deveriam acontecer em todas as ruas do Brasil, todos os dias? Carregar cartazes e faixas contra esse golpe em andamento é nossa única saída. Muitos movimentos se perderam ou perderam sua força com protestos cibernéticos ou assinaturas online. As urnas vêm depois, para sacramentar nossa escolha do Brasil que queremos.

Chegou a hora de sair para gritar, carregar faixas, colorir as faces, sem, contudo, derrapar para o partidarismo. Somos todos brasileiros, esqueçamos por alguns meses nossa ideologia e procuremos a união em torno de um único objetivo que é desqualificar e impedir esse golpe.

É preciso tingir de arco-íris as ruas brasileiras. Que seja, também, de verde e amarelo que são as cores de todos os brasileiros e não podemos nos impedir de usá-las. A democracia não é cinza. A liberdade não é cinza. 

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