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Mostrando postagens com o rótulo Complexo do Madeira

Lula, Celso Daniel e eu: dezesseis anos depois

Por Telma Monteiro Sim, é verdade, eu estive com eles. O ano 2000 teve eleições municipais. Eu era filiada ao PT no diretório do meu município e acabei sendo escolhida coordenadora de campanha do candidato a prefeito. Nessa época o PT criou grupos de estudos para visitar alguns municípios governados pelo partido e que, sob a ótica do diretório regional, eram bem sucedidos. Santo André, situado na Grande São Paulo, sob a administração de Celso Daniel era um deles. O candidato que eu representava e eu fomos escalados para participar de uma imersão e conhecer o município e a gestão de Celso Daniel. Chegamos em Santo André bem cedo, na prefeitura municipal. De lá fomos conduzidos para os ônibus que iriam levar as várias delegações de candidatos a conhecer a gestão de sucesso de Celso Daniel e sua equipe. Sentamo-nos nos primeiros bancos e qual não foi nossa surpresa ao perceber que estaríamos acompanhados bem de perto pelo próprio Celso Daniel, por nosso (então) ídolo, Lu...

A história da aceitação política das hidrelétricas do rio Madeira – Parte 1

Vista aérea do canteiro de obras da UHE de  Santo Antônio , abril de 2010  Foto:  imagemnews.com A história da aceitação política das hidrelétricas do rio Madeira – Parte 1 [1] Finalmente, aparadas todas as arestas, Furnas e Odebrecht apresentaram os Estudos de Inventário do rio Madeira para a Aneel, em 20 de novembro de 2002, nos quais apontaram os Aproveitamentos Hidrelétricos de Santo Antônio e Jirau. Os estudos foram aprovados em 17 de dezembro do mesmo ano, em tempo recorde. Tal urgência se justificaria, pois em 1º de janeiro de 2003 o novo governo, eleito em novembro de 2002, assumiria o poder.   Em 16 de janeiro de 2003, logo depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República, Furnas e Odebrecht receberam da Aneel o registro ativo para a realização dos Estudos de Viabilidade e iniciaram os trabalhos de campo.  Telma Monteiro Santo Antônio e Jirau Em 1999, as Furnas Centrais Elétricas S.A. e a Construtora ...

Funai confirma a presença de indígenas isolados em região de impacto das usinas do Madeira

Expedição da Funai realizada neste ano encontrou vestígios de grupo não contatado na TI Katauixi/Jacareúba, na divisa do Amazonas com Rondônia Elaíze Farias Expedição da Frente de Proteção Etnoambiental do Madeira (FPEA Madeira) da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a presença de índios isolados em uma área da Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Estado do Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, na divisa com Rondônia.

Hidrelétricas na Amazônia: energia limpa?

Hidroeléctricas en la amazonía ¿energía limpia? Confira neste vídeo maravilhoso, com desenhos singelos de traços simples, como se dão os impactos ambientais em rios barrados na Amazônia. Enviado por   AnchovetaCSA   em   05/10/2011 Las grandes hidroeléctricas en la amazonía interrumpen los ciclos naturales del río y provocan la muerte de peces y tortugas, así como la erosión y la liberación de gases de efecto invernadero. ¡Los ríos amazónicos son ecosistemas, no son canales de agua!

Observatório de Investimentos na Amazônia: hidrelétricas

As Hidrelétricas do Madeira: as lições não aprendidas que se repetem em Belo Monte Este  Estudo analisa as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e o sistema de transmissão de 2375 km e, no final, faz uma comparação entre a construção política do Complexo Madeira e da hidrelétrica de Belo Monte. Clique AQUI para baixar o estudo completo em PDF O "Complexo econômico financeiro do Madeira" Esta nota tem o objetivo de provocar reflexão sobre aspectos econômico-financeiros dos investimentos que compõem as obras do Complexo Madeira: Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Os dados trazidos pelo Observatório até aqui evidenciam que, sob o ponto de vista dos riscos derivados do projeto, da sua construção e processo de licenciamento, há de fato uma elevada pressão - de caráter público e privado - , que envolve bancos, órgãos públicos, empresas, lobistas e gestores, para que não haja qualquer tipo de prejuízo ao cronograma das obras e de sua entra...

Energia e Sustentabilidade

Para acessar o jornal na íntegra, clique aqui 

Usinas do Madeira, Belo Monte e a caixa preta

Telma Monteiro Mais um ano está chegando ao fim. Dilma, pós Lula, assumiu a já esperada postura autoritária. Ela já dava sinais desde que foi ministra de Minas e Energia. Início do desastre, agora confirmação dele. Em 1999, Furnas e Odebrecht fizeram a usina de Manso. Deu certo. Refiro-me à parceria. Ela serviu de base para o próximo empreendimento, o Complexo Madeira, em Rondônia. Uma das maiores empreiteiras do Brasil e a estatal mais blindada que já existiu idealizaram um megaprojeto. Barrar um dos principais afluentes do Amazonas parecia impossível. Não para eles. Já em 2001, Lula se preparava para a campanha presidencial. Negociava com todos aqueles que poderiam, de uma forma ou de outra, viabilizar sua eleição. Cheguei a conhecer um influente empresário italiano e equipe que estavam no Brasil para conversar com a coordenação de campanha de Lula sobre Angra III. O próprio empresário me contou. Não acreditei. Ele voltou satisfeito para a Itália. Angra III sairia do papel, me dis...

Santo Antônio e Jirau: os portões da Amazônia se escancaram para a destruição

Obras da UHE Santo Antônio, no rio Madeira Foto: Jornal da Energia Telma Monteiro Foi muito triste quando aconteceu a primeira vez. Era 2007 e o Ibama concedeu a Licença Prévia (LP) para as duas usinas no rio Madeira – Santo Antônio e Jirau. Chorei como uma criança. Depois de anos de análises para mostrar as inconsistências e lacunas dos estudos ambientais e depois que a equipe técnica do Ibama assinou um parecer que atestava a inviabilidade dos empreendimentos, não fazia sentido emitir a LP. O famoso Parecer Técnico 14/2007, que não recomendava a emissão da LP, deu ao MPF de Rondônia e à sociedade civil esperanças de barrar a ignomínia. Ações Civis Públicas foram ajuizadas, mas a justiça não as apreciou até hoje. Depois foi a vez dos leilões, primeiro o de Santo Antônio e depois o de Jirau. A data não importa mais. Mas as usinas do Madeira deveriam ter sido um exemplo daquilo que a sociedade tinha que exorcisar em matéria de licenciamento de grandes obras. Tudo deu errado, des...

Grandes e polêmicas obras serão chamadas, no Brasil, a ‘salvar’ o capitalismo global

Escrito por Valéria Nader, da redação. Colaborou Gabriel Brito, da redação Publicado em 11 de Agosto de 2011, no  Correio da Cidadania Enquanto o capitalismo global dá mostras inequívocas de ter adentrado no segundo e esperado momento de crise e exaustão, após o estouro detonado pelas hipotecas ‘subprime’ nos Estados Unidos em 2008, o capitalismo à brasileira caminha a passos largos. Uma das áreas na qual vem há anos atuando de modo contundente, afinado com seguidos governos, e contando com a sua cumplicidade, é no setor elétrico. Oswaldo Sevá Filho, engenheiro mecânico, doutor em Geografia e docente da Universidade Estadual de Campinas, entrevistado do Correio da Cidadania , é um conhecido e contumaz crítico das grandes obras hidrelétricas que estão sendo tocadas Brasil afora, a exemplo de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, e Belo Monte, no rio Xingu. Trata-se de empreendimentos originários de uma visão que nem poderia ser gravada como desenvolvimentista, mesmo que a qualque...

Belo Monte: energia DA Idade da Pedra

Desenho: focofelicidade.blogspot.com Reescrevendo o artigo "Energia na Idade da Pedra" , de Delfim Netto, de 26 de junho de 2011, para a Carta Capital Telma Monteiro As campanhas para impedir a construção de Belo Monte, no rio Xingu, não têm a pretensão apenas de preservar a integridade da Amazônia, mas também a dos seus povos e culturas. Apesar de o projeto estar sob o foco do governo há quase 30 anos, não se levou em conta todas as implicações importantes para a sobrevivência dos ecossistemas da região. Combater a construção de Belo Monte não significa querer voltar para a Idade da Pedra em busca da escuridão e desdenhar a energia em nossas vidas.   Temos apresentado fundamentos científicos de alternativas a Belo Monte que não estão sendo discutidas ou avaliadas pelo governo. Sabemos como exatamente uma usina hidrelétrica – na Amazônia, no Vale do Tenesse, nos EUA, ou Três Gargantas, na China – modificam para pior o ambiente físico. Somos também conhecedores de como ...

Belo Monte, o calcanhar de Aquiles do governo

Belo Monte, o calcanhar de Aquiles do governo. Entrevista especial com Telma Monteiro "Com a hidrovia Tapajós-Teles Pires-Juruena , o governo brasileiro pretende viabilizar a implantação de cerca de 20 mil quilômetros de malha hidroviária navegável, só na Amazônia", afirma a pesquisadora. Confira a entrevista “Os processos de Belo Monte e do rio Madeira são reflexos da apatia do brasileiro”. Esta é a conclusão a que a ativista ambiental Telma Monteiro chegou depois de lutar, por anos, contra a construção das hidrelétricas na região amazônica. Neste momento, Telma está na Holanda para apresentar às autoridades do governo holandês e representantes de organizações privadas um relatório que elaborou a respeito do interesse de empresas holandesas nas hidrelétricas e hidrovias planejadas nos rio Tapajós e Teles Pires . “O governo brasileiro pretende lançar mão dos recursos naturais ...

Belo Monte, Madeira e Tapajós: onde erramos?

Xingu sem represas Hoje estou me despedindo do Brasil. Não, não vou embora para nunca mais voltar. Voltarei sim, espero. Mas vou com muitas preocupações neste momento de reflexão, que são sintomas dos meus pesadelos. Os processos de Belo Monte e do rio Madeira são reflexos da apatia do brasileiro. No Chile, a Patagônia tem merecido mais atenção que a Amazônia. Não que a Patagônia seja inferior em diversidade, jamais. Mas o planeta e os brasileiros dependem também da manutenção da vida na Amazônia. Telma Monteiro  Há uma frustração ao se comparar a intensidade do frenesi da indignação dos dois momentosos problemas ambientais da América do Sul. São aparatos quase simultâneos os protestos contra Belo Monte e contra as usinas planejadas na Patagônia. O primeiro em São Paulo, tímido sem exposição na mídia e o outro em Santiago, no Chile, caloroso, exposto na mídia internacional. Patagônia sem represas Imagem: energiaeficiente.com.br Tem alguma coisa errada com o brasileiro. ...

Usinas do Madeira: histórias de exploração sexual e caos no serviço público

Matéria revela a verdadeira face da construção de hidrelétricas na Amazônia. A falta de estudo dos impactos sociais do projeto do Complexo Madeira transformou a vida em Rondônia num inferno. É uma vitrina daquilo que poderá acontecer na região do Xingu, com Belo Monte. Vale a leitura para reflexão. (TM) Faixa estendida na entrada de Jaci-Paraná Moradores das áreas alagadas ainda lutam por justiça Por Luiz Carvalho, de Rondônia A região do Rio Madeira, em Rondônia, ao Norte do Brasil, se transformou em um imenso canteiro de obras, com o início da construção das usinas de Jirau e Santo Antônio. Juntas, elas empregam cerca de 40 mil trabalhadores, muitos deles vindos de outros estados, principalmente Maranhão, Piauí e Mato Grosso. Os projetos pensados para ampliar a geração e distribuição de energia no país deveriam melhorar a qualidade de vida dos operários e da população, além de proporcionar avanços por onde passam. Porém, sem ter como critério fundamental o impacto social qu...