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Mostrando postagens com o rótulo #hidrelétricas #licenciamentoambiental #TelmaMonteiro

Belo Monte, Mariana e Brumadinho

Foto: Veja Assim, o desastre de Mariana já estava praticamente esquecido. A justiça não foi feita nem para acalmar almas devastadas pela tragédia social e ambiental. Precisávamos de outra, nova, avassaladora, Brumadinho. Telma Monteiro Quando penso que tudo já foi escrito nessas derrotas sucessivas que a sociedade civil vem amargando, acontece algo para comprovar o contrário. Belo Monte, Mariana, Brumadinho, quantas mais? Digo, além de tragédias, derrotas. Assim, Belo Monte também foi sintomática. Foi alvo da luta ambientalista há mais de 30 anos e hoje se transformou no símbolo do casuísmo e de ações vilipendiadas. A sociedade mundial já viu acontecer muita coisa na história das batalhas travadas em defesa da vida, do meio ambiente e dos direitos das minorias. Belo Monte se tornou apenas mais uma prova da incapacidade da sociedade do século XXI de lidar com o desenvolvimento e as pressões da globalização sobre as populações tradicionais e os povos indígenas. Belo M...

Um golpe chamado Belo Monte – Parte I

Imagem PAC O TCU fez uma auditoria no final de 2016 e constatou como a Odebrecht, Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Eletrobras deram um golpe para faturar Belo Monte. Constatou-se também que um pequeno grupo de empresas que participaram nas diversas fase dos estudos de Belo Monte acabaram por esvaziar a concorrência no leilão. Isso permitiu um ambiente de acordos e associações que prejudicaram a concorrência pública. Telma Monteiro Finalmente, em 17 de novembro de 2016 o Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu em relatório de auditoria um superfaturamento de R$ 3,2 bilhões na construção da hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Demonstrou, também, as irregularidades desde a concepção do empreendimento. A notícia, postada no site do próprio TCU, aponta sobrepreço no processo de Belo Monte, constatado num relatório de 121 páginas, ao qual tive acesso. A Eletrobras, maior acionista, e a Norte Energia, consórcio responsável por Belo Monte, conseguiram criar muitas d...

Satélites da Odebrecht

Foto: Rondoniagora Crônica do dia, por Telma Monteiro Doente? Rachado? Desfigurado? Combalido? Essas palavras ajudam a definir o Brasil hoje. Temos um Congresso contaminado pela corrupção e aliciado por grandes empresas. Não estou falando só de grandes empreiteiras não. Lembremos que no rastro dessas empreiteiras vêm empresas fornecedoras de todos os tipos. Empresas satélites que gravitam em torno de grandes empreiteiras. Algumas internacionais, fabricantes de turbinas para hidrelétricas e acessórios, por exemplo. Seria impossível a Odebrecht superfaturar obras sozinha, sem a cumplicidade de outras empresas. Sobrepreços e superfaturamentos são ferramentas necessárias, em toda a cadeia dos grandes empreendimentos, para alimentar o propinoduto. Tome-se como exemplo o consórcio Norte Energia, responsável pela hidrelétrica de Belo Monte, em construção no rio Xingu. Não daria para manipular os custos totais de R$ 16 bilhões e elevar para R$ 30 bilhões ou mais, sem a ajuda d...

Lula, Belo Monte e a Lava Jato II

Telma Monteiro "Belo Monte é um projeto de 30 anos, não é um projeto de agora. Belo Monte levou muito tempo sendo discutida, foi muita gente que discutiu, se fazia projeto, se não fazia projeto, e nós conseguimos dar a Belo Monte um tratamento, diria, qualificado envolvendo todo o segmento da sociedade num debate", afirmou. De acordo com Lula, abandonar um potencial hídrico de, aproximadamente, 260 mil megawatts para começar a usar termoelétrica a óleo diesel será um "movimento insano", contra toda a ação que se faz no planeta. (Extraído: Lula defende a construção da usina de Belo Monte ) Visita de Lula a Altamira em 2010. Foto: Portal N1News   Em 2010, Lula esteve em Altamira para “lançar” Belo Monte. Estava acompanhado de autoridades e políticos em campanha. Políticos adoram grandes obras. Principalmente superfaturadas. Campanhas eleitorais no Brasil costumavam receber apoio financeiro de empreiteiras e de concessionárias de serviços públicos. Em especi...

"Belo Monte talvez seja a maior tragédia prática do atual projeto de desenvolvimento do país" (Antônia Melo)

A última das "moicanas". Minha heroína, Antônia Melo. Ouvi-la  me dá uma dor imensa. Simboliza o fracasso de uma era, apesar de todas as batalhas travadas contra o monstro chamado Belo Monte. (TelmaMonteiro) Antônia Melo e eu  Encontro dos 4 Rios, em Itaituba, Pará, em agosto de 2010 Central Autônoma #74 Belo Monte 02/10/2015 | por:  Leandro Iamin "Belo Monte talvez seja a maior tragédia prática do atual projeto de desenvolvimento do país. Por isso, conversamos com Antônia Melo, líder do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, que acabou de ser despejada de sua casa pelo consórcio administrador da usina. Ela nos contou como este fato se desenrolou e do caos que a cidade de Altamira já vivencia em seu cotidiano." "Uma das fundadoras do PT na cidade e região, Antônia denuncia todos os atropelos que marcaram o processo de liberação e execução de obras, a seu ver determinado de cima para baixo desde o início. Além disso, faz uma forte crítica às composiç...

A encruzilhada Munduruku: depois de séculos defendendo o Tapajós, barragens ameaçam os vivos e perturbam os mortos

Guerreiros Munduruku - Foto: Telma Monteiro Relato enviado pelo Ministério Público Federal no Pará,  Assessoria de Comunicação Na XI Assembleia Munduruku na aldeia Dace Watpu, em Itaituba, cerca de 400 lideranças das aldeias no alto e no médio curso do rio reafirmam a disposição de resistir às hidrelétricas Na aldeia munduruku Dace Watpu, na margem do rio Tapajós, próximo do município de Itaituba, no Pará, caciques, guerreiros, moças e crianças se enfileiraram, no último dia 24 de setembro, para esperar a chegada dos convidados, pesquisadores, apoiadores não-índios (pariwat, na língua munduruku) e o procurador da República no Pará Felício Pontes Jr. Cantando, conduziram os convidados ao local das reuniões da XI Assembleia Munduruku do Médio Tapajós. Já reunidos no barracão central da aldeia, as vozes se calaram para ouvir um menino de não mais do que sete anos, que cantou para todos mostrando que a língua e a cultura munduruku seguem vivos nas novas gerações (assista ao...

Hidrelétricas e mineradoras na bacia do rio Tapajós

Mapa: EIA/RIMA de S. Luiz do Tapajós - Edição: Telma Monteiro Telma Monteiro Região em que as mineradoras de ouro canadenses estão atuando no Tapajós e Jamanxim. Nas Unidades de Conservação, Floresta Nacional Itaituba I e próximo ao Parque Nacional do Jamanxim e dos projetos hidrelétricos planejados no Tapajós.

Impactos ambientais também são sociais?

  Matéria da Revista Greenpeace João Akira Omoto, há mais de 15 anos no Ministério Público Federal (MPF) e há 11 anos no Grupo de Trabalho Grandes Empreendimentos do MPF. "Paralelamente a isso, são frequentes os ataques ao licenciamento ambiental, com o claro objetivo de fragilizá-lo, imputando-lhe muitos dos dissabores decorrentes da incompetência técnica e política da intervenção estatal na economia. Ora o licenciamento é muito lento, ora muito complexo, ora precisa ser fracionado para que as avaliações de impacto sobre o meio socioeconômico sejam remetidas para outras instâncias." João Akira Omoto  "No Brasil, as grandes obras vêm historicamente deixando um passivo socioambiental enorme, por desconsiderarem essas premissas. A falta de participação nos processos decisórios leva a questionamentos quanto à legitimidade das escolhas realizadas, pelo enforcement das medidas de intervenção, seja para autorizar o uso de recursos ambientais, seja para compensá-los (q...