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Mostrando postagens com o rótulo #hidrovia #munduruku #povosindigenas #br163

O que estaria por trás da Ferrogrão?

A Ferrogrão tem o traçado paralelo à rodovia BR-163 e a construção demandaria muito mais que os 10 anos previstos nos estudos. Segundo o economista Cláudio Frischtak (1), a construção da Ferrogrão poderia levar, no mínimo, 21 anos ou até 29 anos, além de se inviabilizar financeiramente, pois o projeto apresentado a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)  “subestima custos, riscos e tempo de execução” . Diferentemente da construção de uma hidrelétrica, por exemplo, a ferrovia requer um uso intensivo de mão de obra muito variada, o que implicaria em conflitos sociais e econômicos. A contratação de trabalhadores oriundos de outras partes do país, com culturas e interesses diversos, pode levar ao esgarçamento das relações socioeconômicas. A infraestrutura pública dos 17 municípios que estão no caminho projetado para a Ferrogrão não comportaria essa migração. Nós estamos falando de colapso do sistema de saúde, da falta de escolas, da ocupação desordenada, do impacto do sistem...

Zion Real Estate: saiba quem é a empresa que quer construir a Ferrogrão

Foto: Munduruku barram audiência sobre ferrovia que pode impactar seu território. 2017. Créditos: Barbara Dias/ Cimi Norte 2. Zion Real Estate: saiba quem é a empresa que quer construir a Ferrogrão  (Especial para o Correio da Cidadania Carro chefe do Mi­nis­tério da In­fra­es­tru­tura (Minfra), pro­jeto de cons­trução de novas fer­ro­vias no Pará não ob­teve su­cesso em Ro­adshow in­ter­na­ci­onal e acabou des­per­tando o in­te­resse de uma única e pe­quena em­presa na­ci­onal de cons­trução de mo­ra­dias, sem ca­pital, re­cursos ou his­tó­rico para a re­a­li­zação de mega pro­jetos de lo­gís­tica. Im­pactos sobre Terras In­dí­genas e áreas de con­ser­vação, e a ju­di­ci­a­li­zação de­cor­rente de ambas, podem ter sido as causas da falta de in­te­resse es­tran­geiro. Ferrogrão: a dupla mão da destruição Telma Monteiro Cerca de R$ 40 bilhões é o valor previsto de investimento em obras de logística, só no Pará, conforme os projetos do governo federal. No Pará, em especial, o Min...

Empresas internacionais querem tornar possíveis, na Amazônia, os projetos da Ferrogrão (EF-170), de hidrelétricas e hidrovia na bacia hidrográfica do Tapajós

Por Telma Monteiro Como especialista em análise de projetos de infraestrutura na Amazônia, fui honrada com o convite da Associação para Povos Ameaçados (APA), sediada na Suíça e na Alemanha, para contribuir com o primeiro capítulo do relatório Vozes do Tapajós: Perspectivas indígenas sobre projetos de infraestrutura planejados . Esse relatório aborda, em especial e em primeiro plano, o projeto da Ferrogrão (EF-170). O relatório , que analisa esse e outros projetos, tem como pano de fundo os impactos sobre os povos indígenas, a floresta amazônica e os interesses financeiros internacionais e do agronegócio, foi divulgado mundialmente, dia 29 de setembro de 2021, em evento na Suíça, simultaneamente com outros países da Europa e com o Brasil. O documento está dividido em três partes. Eu escrevi o primeiro capítulo - Contexto histórico e descrição do projeto – em que busquei fazer uma análise do contexto histórico da exploração da Amazônia. Meu texto menciona os projetos de infraestrutura ...