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O golpe da venda de créditos de carbono

O contrato de venda de carbono (REDD) assinado por alguns indígenas da etnia Munduruku com a empresa irlandesa Celestial Green pôs em evidência uma discussão até então marginalizada.  Sobre esse assunto leia  Empresa irlandesa compra direitos sobre créditos de carbono dos índios Munduruku, no Pará   Vídeo da reunião  entre os Munduruku e o diretor da Celestial Green Ventures em  12 de setembro de 2012, na Câmara Municipal de Jacareacanga, Pará. Fonte do vídeo:  Blog Junior Ribeiro Telma Monteiro O golpe da Celestial Green Ciaran Kelly, CEO da Celestial Green é um gênio do ilusionismo. Tem sob sua única responsabilidade e direção mais de 14 empresas, quase todas registradas no mesmo endereço. Segundo artigo intitulado   CelestialGreen Ventures’ contracts are “not valid”, says Brazil’s National IndianFoundation , FUNAI , do dia 15 de março, no Climate Connections , o caso dos Munduruku é parte de um golpe. O texto não só lista...

Empresa irlandesa compra direitos sobre créditos de carbono dos índios Munduruku, no Pará

Por Natalia Viana, Ana Aranha, Jessica Mota e Carlos Arthur França Empresa irlandesa compra direitos sobre créditos de carbono dos índios Munduruku, no Pará, em reunião controversa; contrato investigado pelo Ministério Público valeria por 30 anos. A Funai foi deixada de fora O  vídeo promocional  da empresa Celestial Green Ventures – “verde celestial”, em português – traz imagens de uma reunião em uma localidade não identificada, na Amazônia. Em meio a fotos, com fundo musical, o irlandês Ciaran Kelly, CEO, explica: “Nós sentamos com a comunidade local, há uma discussão muito aberta, dizemos o que temos que fazer, quais são as suas responsabilidades e as nossas. Se concordamos, prosseguimos”.

O Clima de pressão sobre o Código Florestal

  Lúcia Ortiz e Clarissa Abreu Amigos da Terra/Brasil          A julgar pela gravidade das tragédias em Santa Catarina, e sua relação com o desmatamento como fator agravante na resposta da natureza aos eventos do clima - na forma de deslizamentos, soterramentos e mortes -, quem poderia imaginar que se aprovasse ali a primeira flexibilização do código florestal a nível estadual, reduzindo ainda mais a proteção da Mata Atlântica e aumentando os riscos da repetição de catástrofes já vividas? O Rio Grande do Sul, estado que mais alterou sua cobertura vegetal original, é hoje cada vez mais vulnerável a secas, tempestades de granizo, dengue e febre amarela. Igualmente aqui as pressões pelas mudanças nas leis florestais se acirram e o governo atual propões um “código ambiental próprio”. No Congresso Nacional, nunca a articulação esteve tão favorável ao desmonte de uma das leis mais avançadas em nível mundial na proteção das florestas tropicais: o Código Florestal Brasileiro, de 1965. A ...