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Mostrando postagens com o rótulo Porto Velho

Hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, o desastre confirmado

UHE Santo Antônio (ainda em construção) e ao fundo a cidade de Porto Velho O "X" vermelho é para encobrir a propaganda mentirosa do consórcio que diz "Desenvolvimento sustentável para Rondônia e para o Brasil" A cidade de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, nunca esteve tão ameaçada pelas cheias do rio Madeira. Ensecadeira (barragens provisórias) e outras estruturas em construção na UHE Jirau poderão se romper se não houver um controle do nível do reservatório da hidrelétrica Santo Antônio. (Atualizado em 04/03/2014) Telma Monteiro Resgatando um pouco da história das usinas do Madeira O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizaram uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar contra a mudança de localização da usina de Jirau, no rio Madeira. Isso aconteceu em 25 de agosto de 2008.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováve...

Rio Madeira: Um rio em fúria

Ondas engolem casas, e peixes aparecem mortos, enquanto pescadores passam fome. A usina de Santo Antônio mudou o rio e a vida em Rondônia   Por Ana Aranha Nas margens desbarrancadas do rio Madeira, Francisco Souza mostra foto do quintal que foi levado pelas águas  Foto: Marcelo Min Dois dias antes do início dos testes na primeira turbina da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, o telefone tocou na casa da pescadora Maria Iêsa Reis Lima. “Vai começar”, avisou o amigo que trabalhava na construção da usina. Iêsa sentou na varanda e se pôs a observar as águas, esperando o que sabia ser uma mudança sem volta. “O rio Madeira tem um jeito perigoso, exige respeito. Os engenheiros dizem que têm toda a tecnologia, mas nada controla a reação desse rio.” Semanas depois, no início de 2012, as águas que banham a capital Porto Velho começaram a ficar agitadas. As ondas cresciam a cada dia, cavando a margem e arrancando árvores. O deck do porto municipal se rompeu. O rio alc...

Aos namorados do rio Madeira

O sol de Porto Velho Do outro lado do rio É vermelho e grande Longínquo No infinito opaco Da fumaça que se levanta Na terra queimada Pela ganância De quem, enriquecendo A empobrece O sol de Porto Velho É uma prece E quando pára No oceano de névoa Do ocaso, impasse Estático de tempo No espaço Parece que não desce Quer ficar na terra O escarlate sol de Porto Velho De todo fim de tarde Quando pára É porque espera Um carinho, um aceno Calado do apito do trem Que nunca vem O sol de Porto Velho Fica noite adentro Espanta-se com a mudança Das pessoas Que perderam O hábito de admirá-lo E à mata Não concebe o que fazem À floresta A cada dia, semana Mês ou ano que se passa E a vontade que tem É de afastar-se para longe Das serras e machados O lindo sol escarlate Que no fim de tarde Paira do outro lado do rio Enfeitado de barcos, balsas E madeiras flutuantes É quem faz crescer a selva Sua amada Através da bruma seca Olha à cidade De esguelha E num apelo triste Pede às migalhas Da espécie humana, ...