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Mostrando postagens com o rótulo usinas hidrelétricas

UHE São Manoel: compensação ou troca troca?

Foto: obras da UHE São Manoel, Constran Telma Monteiro Olha aí, mais uma vez. Agora é o pacote de bondades do consórcio da UHE São Manoel. Seção troca troca. Funciona assim: vocês (a sociedade local) nos deixam construir a hidrelétrica que está a menos de 500 m da terra indígena, que vai destruir o rio Teles Pires, os locais sagrados da cultura indígena, que vai sumir com as espécies de peixes, que vai impactar a biodiversidade de forma irreversível, que vai desmatar, que vai tornar um inferno suas vidas e nós vamos fazer o papel do Estado "doan do" aquilo que a população tem direito e não tem acesso. Já chega! O que ninguém diz é que esse custo da distribuição de "benesses" está embutido no custo do empreendimento e que, além de pagar os impostos que teoricamente serviriam para suprir essas necessidades, a sociedade acaba pagando mais caro pela energia gerada, portanto duas vezes. É preciso parar com essa aceitação tácita em torno de obras que não vão c...

Será que o governo desistiu de fazer hidrelétricas na Amazônia?

Belo Monte, rio Xingu Telma Monteiro Tem quem esteja cético quanto à notícia  da desistência do governo em construir usinas na Amazônia . Na verdade, no primeiro momento também tive dúvidas, pois não há uma afirmação de que desistiram do Tapajós. Porém, a possível decisão poderia se justificar por: 1. A Lava Jato "engessou" grandes empreiteiras; 2. Mesmo que houvesse interesse por parte delas, seria muito difícil impor sobrepreços; 3. Em tese, o BNDES não poderia, com a mesma facilidade, conceder os recursos nas mesmas condições de juros abaixo do mercado; não há dinheiro sobrando; mas como no governo tudo é possível, não dá para afirmar; 4. Em tese, o governo não poderia, dadas os escândalos atuais, conceder benesses fiscais, carências; mas com apenas uma canetada, seria possível e a gritaria viria depois; 5. As mudanças climáticas e as alterações dos regimes de cheias dos rios amazônicos estão prejudicando as hidrelétricas sem grandes reservatórios; mas...

Livro reúne análises sobre projetos hidrelétricos na América Latina e a atuação do Ministério Público

Por Ministério Público Federal no Pará,  Assessoria de Comunicação A obra registra a importância de que os impactos causados pelas hidrelétricas sejam vistos e tratados de uma forma integrada Os impactos causados pela instalação de hidrelétricas na América Latina e a maneira como o Ministério Público trabalha para evitá-los ou minimizá-los são tema de livro lançado no final de 2013 por membros do Ministério Público de vários países da região e pesquisadores. Além disso, “Hidrelétricas e atuação do Ministério Público na América Latina” apresenta propostas para que poder público, empresas e cidadãos possam aprofundar a análise e o tratamento das questões socioambientais ligadas a esses impactos, principalmente na região amazônica do Brasil, Equador e Peru Disponível na internet ( http://bit.ly/hidreletricasMP ), a obra foi lançada no 5º Congresso Latino-americano de Promotores de Justiça e Ministérios Públicos Ambientais, realizado em Bogotá, na Colômbia, pela R...

Violações dos direitos humanos, em 2013 e 2014 (1)

Foto: Infoamazonia Por Telma Monteiro, para o Correio da Cidadania Para fugir um pouco do formato tradicional de retrospectivas e perspectivas, optei por abordar as violações dos direitos humanos. Selecionei fatos que engolfaram a Amazônia, como os projetos hidrelétricos em processo de licenciamento e em construção; plantas de mineração; tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional; o vai e vem das ações civis públicas no judiciário; a mobilização indígena. São temas que continuarão e recrudescerão em 2014. Como os acontecimentos se sucederam numa cornucópia de violações, optei por dividir em duas partes a análise, para não correr o risco de cansar os leitores. “Justiça já” será o mote do próximo ano e é fácil visualizar de antemão o acirramento de conflitos e de guerras jurídicas entre Ministério Público e governo. Mais projetos de mineração e estudos de aproveitamentos de bacias hidrográficas estão sendo planejados nos rios amazônicos do Brasil e dos países vizinhos. M...

"Belo Monte é um absurdo e termelétricas são desnecessárias"

Daniele Bragança 22 de Janeiro de 2013 O setor de energia ganhou as primeiras páginas dos jornais no início de 2013 com o baixo nível dos reservatórios e a possibilidade de manter as termelétricas ligadas ao longo de todo o ano para compensar a falta de chuvas. Célio Bermann, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, é um crítico severo dessa solução. Um dos mais respeitados especialistas na área energética do país, trabalhou como assessor da então Ministra Dilma Rousseff no Ministério de Minas e Energia, entre 2003 e 2004. “Saí quando verifiquei que o Ministério de Minas e Energia estava fazendo o contrário do que eu pensava que seria possível", diz ele. Severo crítico da hidrelétrica de Belo Monte, fez parte do painel de especialistas que concluíram que o projeto da usina não deveria ter seguimento. Bermann conversou com ((o))eco sobre os caminhos do setor energético e possíveis soluções para evitar o uso intensivo das termoelétricas co...

Belo Monte: cadê a floresta que estava aqui?

Relatório fotográfico das obras de Belo Monte, de julho de 2012. Engenharia da CCBM - Fonte: Engenheiro Oswaldo C.B. Vamos enviar ao Ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), como prova da destruição que vai afetar os indígenas da Volta Grande do Xingu Ensecadeira da primeira fase Ensecadeira da primeira fase Ensecadeira da primeira fase Ensecadeira da primeira fase Escavações Escavações Escavações Escavações Escavações Escavações

Complexo Tapajós: mais um tributo à voracidade do modelo desenvolvimentista

Entardecer no rio Tapajós Foto: Telma Monteiro Conjuntura da Semana  A análise da  Conjuntura da Semana é uma (re)leitura das Notíciasdo Dia publicadas diariamente no sítio do IHU . A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do IHU, com sede em Curitiba-PR, e por Cesar Sanson, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, parceiro do IHU na elaboração das Notícias do Dia. Sumário : Não há limites para o modelo desenvolvimentista O maior mosaico de biodiversidade do planeta corre risco “Onde vamos morar”? Usinas-plataformas? Esquerda conservadora Conjuntura da Semana em frases e tuitadas Eis a análise. Não há limites para o modelo desenvolvimentista Na surdina o governo vai levando adiante o plano de construir o Complexo hidrelétrico na baci...

Complexo Tapajós - Mais uma propaganda enganosa do governo federal

Você sabe a semelhança entre uma plataforma de petróleo em alto mar e uma hidrelétrica na floresta amazônica? Não sabe? Então faça um grande esforço para entender e se convencer dessa semelhança assistindo às explicações do "inventor" dessa excrescência, apelidada de "usinas plataforma", que tem a pretensão  de reduzir os impactos ambientais da construção das hidrelétricas nos rios Tapajós e Jamanxim.  Em primeiro lugar não é possível ocorrer essa redução de impactos, pois a ocupação desordenada inevitável que acompanha esses projetos, já está ocorrendo na região. Em segundo lugar esqueceram de explicar para o Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que construir usinas hidrelétricas no meio da floresta afeta a biodiversidade e os ecossistemas para toda a eternidade e os reservatórios emitem gás metano. Em terceiro lugar acho que essa história de usinas plataforma tem como principal objetivo reduzir os estudos ambientais e os cust...

Rio+20 e a matriz energética brasileira - Parte II

Telma Monteiro Energia Elétrica Se o Brasil pretende se confirmar como liderança em energias limpas na conferência Rio+20, deve começar por levar e discutir propostas consistentes de programas de eficiência energética, de descentralização da geração e pensar numa matriz nacional de transportes coerente com essa postura.  Posar de grande detentor da matriz energética mais verde do mundo é uma falácia. Rever as políticas energéticas adotadas nos últimos 20 anos é uma boa ideia para a nação anfitriã da Rio+20. O Brasil quer ser a quinta maior economia do mundo. Para isso precisa construir uma sociedade regida por um sistema energético sustentável.  Uma sociedade sustentável.

Hidrelétricas no Amazonas: ''temos um exemplo negativo no nosso quintal''

  Entrevista especial com Anderson Bittencourt “O Amazonas concentra a maior parte das comunidades brasileiras sem acesso à rede elétrica, porque o modelo de fornecimento existente no restante do país não atende às características peculiares da região”, diz o engenheiro eletricista.   Confira a entrevista A usina hidrelétrica de  Balbina , inaugurada no final da década de 1980, no estado do Amazonas, é conhecida como a “pior concepção de hidrelétrica do mundo, porque ocupa um reservatório de mais de 2.500 km² para gerar 250 MW. Enquanto que a média nacional é de 0,5 km² por MW”, afirma  Anderson Bittencourt  à  IHU On-Line . Para ele,  Balbina  é um mau exemplo que deve ser considerado diante da proposta do governo federal de  construir quatro novas hidrelétricas no estado , das sete que serão construídas na bacia do rio Aripuanã, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. De acordo com  Bittencour...

Energia eólica deve superar a gerada por usinas nucleares no mundo até 2020

Fonte da imagem: aquisefazgostoso.com.br  O avanço do vento no mundo é irresistível. Limpa e barata, a eletricidade de origem eólica já equivale à produzida por 280 reatores e em breve passará à frente da energia nuclear no mundo. Fonte:   Instituto Humanitas Unisinus - IHU A reportagem é de Gero Rueter e publicado pelo sítio Deustche Welle, 30-04-2012. A importância da energia eólica cresce rapidamente em todo o mundo. Na Espanha e na Dinamarca, o vento é a fonte de 20% da eletricidade. Na Alemanha, essa percentagem é de 10% e, segundo os prognósticos, até 2020, será de 20% a 25%. Segundo a Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês), no ano passado foram construídas novas centrais eólicas perfazendo 40 gigawatts (GW) de energia produzida. Com isso, o total da energia ambientalmente correta em todo o mundo chegou a 237 GW no final de 2011, o equivalente ao desempenho de 280 reatores termonucleares.

Hidrelétricas, Rio + 20 e a fantasia

Fonte da imagem: Instituto Lula   Ela [Dilma Rousseff] chegou a dizer que essas pessoas contrárias à construção das hidrelétricas vivem num estado de "fantasia". Ao se referir à participação do Brasil na Rio+20, a conferência das Nações Unidas que será realizada em junho, na capital do Rio de Janeiro, a presidente lembrou aos que estavam na reunião que o mundo real não trata de tema "absurdamente etéreo ou fantasioso". "Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Ela não tem espaço para a fantasia. (Fonte: Estado ) Telma Monteiro O Brasil é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa (GEEs), perdendo apenas da China e dos EUA. O crescimento econômico, para países em desenvolvimento, custa caro e vem acompanhado também do aumento das emissões e acúmulo de GEEs na atmosfera, que geram impactos socioambientais. Clima com oscilações bruscas de temperatura, alteração dos níveis de precipitação são alguns...