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Mostrando postagens com o rótulo Edison Lobão

2011: o Brasil engoliu Belo Monte, na marra!

Imagem: blogdoenilton50.blogspot.com Telma Monteiro O processo de licenciamento de Belo Monte, sua imposição e aceitação política, contem fatos similares e já digeridos pela sociedade durante o também doloroso processo das usinas do rio Madeira.   Desde 1997 eu me dedico a analisar documentos oficiais ou privados de projetos ligados ao setor elétrico e me impressiono como cresce o descaramento das autoridades do governo ao apresentar justificativas falsas para viabilizá-los. Em 2011, acredito, tivemos a pior das demonstrações. Depois de ter passado no teste de resistência da sociedade de engolir sapos, a licença parcial de instalação inventada para apressar o início das obras da usina de Jirau, no rio Madeira, caiu como uma luva no caso de Belo Monte. O cinismo foi tanto que o Ibama nem se importou em "oficializar" a ilegalidade, pois contava com um precedente. Empresas e instituições públicas, prontas para abocanhar o projeto da chamada terceira maior hid...

Movimento pede imediata demissão de Edison Lobão

"Um ministro que mente publicamente à presidente da república e à nação, e que declara abertamente que seus projetos serão implementados à revelia da lei, não serve para o Brasil. Exigimos a exoneração imediata de Edison Lobão por ameaças de ações de lesa-pátria", afirma manifesto do Movimento XIngu Sempre Vivo, 09-05-2011. Eis o texto. Na última sexta-feira, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, veio a público para anunciar ao país que mentiu para a presidente Dilma Rousseff. Em diversas entrevistas à imprensa, este senhor confidenciou que garantiu à Dilma que Belo Monte não afetará terras indígenas. O constrangedor deste fato é que qualquer cidadão brasileiro, em especial a presidente do país, pode se informar sobre os impactos da hidrelétrica pelos planos oficiais de mitigação da Funai, a começar pelo Projeto Básico Ambiental (PBA, que apresenta programas e projetos para mitigar os impactos ambientais e sociais diagnosticados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) d...

Belo Monte: Lobo mau e o chapeuzinho vermelho ou Edison Lobão e Dilma Rousseff

Mapa que mostra a distância entre a TI Paquiçamba e o acampamento do sítio Pimental (6km) e a TI Paquiçamba e o reservatório dos canais (8km) Telma Monteiro Dilma chamou Edison Lobão e pediu explicações sobre as terras indígenas no projeto da hidrelétrica Belo Monte. Ele, eterno ministro de Minas e Energia, levou mapas e explicou para a presidente que a terra indígena mais próxima estaria a 31 km das obras e as outras a 200, 300 e 500 km.  Ainda fez previsão sobre a data da concessão da licença de instalação.  O lobo mau enganou a chapeuzinho mais uma vez. Lembram do conto? Para que é esse nariz tão grande, vovó? Para te cheirar chapeuzinho. Para que são esses olhos tão grandes? Para te ver, minha netinha. Para que são essas orelhas tão grandes? Para te ouvir, minha netinha. Então a historinha virou verdade. E, nessa, que é real, o Lobão está enganando  a vovó, Dilma Rousseff, ao contar uma mentirona: as terras indígenas estão longe das obras de Belo Monte. Edison ...

Belo Monte: pérola da sexta, por Edison Lobão

Cala a boca Lobão!

Belo Monte, apagão e a falta de planejamento

Ao sul de São Felix, a neblina matinal se forma acima do Rio Xingu - Foto: Margi Moss Brasil das Águas  “Não pode voltar atrás” Disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, depois que centenas de índios voltaram a protestar em Brasília contra a construção de Belo Monte apresentando um documento apoiado por 604 mil assinaturas. Lobão reiterou que o governo tem garantias "legais e ambientais" para fazer avançar o projeto e que a população da área a ser atingida pela barragem, no coração da Amazônia, serão indenizados e realocados. O governo insiste que vai investir na redução do impacto ambiental, que as áreas sociais e indígenas não serão afetadas e que a hidroelétrica irá gerar energia suficiente para a região, que abriga 25 milhões de pessoas. Belo Monte é um dos trabalhos mais ambiciosos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e o governo espera concluir a obra em 2015. (EL CRONISTA (AR) – 09.02.2011) Fonte: Nuca A sumidade e o apagão Roberto F...

Edison Lobão: "não foi apagão"

A revista britânica “The Economist” ironizou declarações do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, negando que o país teria enfrentado novos apagões dizendo que "os brasileiros têm de se acostumar às “interrupções temporárias” toda vez que ligarem o ar-condicionado". Em sua edição que chegou às bancas nesta sexta-feira, a revista traz uma matéria sobre os recentes blecautes que deixaram "no dia 4 de fevereiro quase 50 milhões de pessoas em oito Estados no nordeste do país sem energia na maior parte da noite". A matéria da “The Economist” cita a declaração feita pelo ministro negando que tivesse havido um apagão na ocasião e dizendo que o problema se tratou de uma "interrupção temporária no fornecimento de energia". A revista afirma que, para lidar com esse cenário, o governo está planejando investir R$ 214 bilhões no setor, vindo tanto dos cofres públicos como da iniciativa privada. Parte dessa verba se aplicaria em fontes alternativas d...

Belo monte de mentiras! Parte I

“A história nada exemplar dos projetos hidrelétricos no maravilhoso rio Xingu, inventados pelos mafiosos e herdeiros da ditadura militar” Oswaldo Sevá Este espaço será dedicado, nas próximas semanas, a divulgar em 5 partes um documento especial e contundente escrito pelo professor Oswaldo Sevá, que narra a verdadeira história do projeto hidrelétrico de Belo Monte, no rio Xingu. O texto é um verdadeiro libelo. Logo no início da primeira parte Sevá, astutamente, faz um jogo semântico com a palavra “inventário”, comparando aquilo que se faz com os bens das pessoas que morrem com o “inventário” que ser faz nos rios para dimensionar o seu aproveitamento e que implicará numa morte lenta, se alterados os seus potenciais. Sevá desnuda tecnicamente o processo orquestrado para destruição do rio Xingu e expõe os bastidores do autoritarismo idealizador de uma hecatombe que atingirá povos indígenas e populações tradicionais. Vale a leitura! Oswaldo Sevá [1] 1. ...

Hidrelétrica Santo Antônio do Jari: estudos ambientais aprovados pelo Ibama

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, (IBAMA) já publicou no Diário Oficial a aprovação dos estudos ambientais da hidrelétrica Santo Antônio no rio Jarí. O prazo de 45 dias para os pedidos de audiências públicas começou a contar. Não foi possível encontrar o EIA/RIMA no site do Ibama. Ele está disponível em papel, apenas, nas sedes do Ibama do Pará e Amapá. A matéria completa sobre a hidrelétrica Santo Antônio do Jari foi publicada neste Blog, em julho de 2008. Esse é um projeto polêmico da lavra do Senador José Sarney, eleito pelo Amapá, que anunciou hoje o total apoio do PMDB para eleger Dilma Rousseff presidente. Sarney padrinho e mentor do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, domina o setor de energia no Brasil e Dilma, se for eleita com sua ajuda, vai manter esse status quo . Confira a história da hidrelétrica Santo Antônio do Jari. Rio Jari: hidrelétrica para produzir celulose no coração da Amazônia Rio Jari: energia ...

As termoelétricas do Edison Lobão

Dando continuidade a uma escalada de obras do PAC e fora dele, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista, anunciou nesta semana “farta distribuição” de termoelétricas a carvão mineral.  O anúncio privilegiou desta vez, o nordeste.   Telma Monteiro Durante o Colóquio - Conservação e  Eficiência Energética do GT Matriz Energética para o Desenvolvimento com Eqüidade (sic) e Responsabilidade (sic) Socioambiental  do Conselho de Desenvolvimento (CDES), em Brasília, anotei algumas frases ditas por  autoridades presentes e as publiquei no blog. Elas retratam o ranço autoritário de Edison Lobão, do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, e até do presidente da CUT e conselheiro Artur Henrique da Silva Santos.  Nessa oportunidade ficou claro como o governo pensa  o futuro energético do Brasil: calcado em uma centena de hidrelétricas na Amazônia,  termoelétricas a carvão mineral no nordeste e uma prev...

Vamos poluir mais um pouquinho?

É clara opção do governo Lula/Dilma Rousseff pela energia hidráulica, como matriz energética. Aproveitando o embalo durante o Colóquio sobre Conservação e Eficiência Energética, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, encarou os presentes e perguntou: “Vocês sabem quanto tempo leva para licenciar uma termelétrica?”. “Noventa dias”, ele mesmo respondeu. “As hidrelétricas levam quatro anos”, complementou.  Então, como castigo pela “demora” no processo de licenciamento das hidrelétricas, iremos “engolir” algumas termelétricas. E aproveitamos para mostrar que, comparativamente ao resto do mundo, nós podemos ainda dar uma "poluidinha" a mais.  Maurício Tolmasquim mostrou nossos “pobres” índices de emissão de CO² em relação aos outros países. São tão pequenininhos! Mas, com as térmicas a carvão, óleo e gás, estaremos salvos desse vexame! TM Edison Lobão: energia para desperdiçar   O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que vamos [o Brasil] construir 15 hidrelétr...

Frases ouvidas nos eventos em Brasília, dias 18 e 19 de fevereiro

“A EPE não muda a realidade, ela capta a realidade e planeja com ela” .  Mauricio Tolmasquim, em defesa do PDEE durante a Audiência Pública, em 18 de fevereiro de 2009, na Procuradoria Geral da República, em Brasília.   “O PDEE não é inovador uma vez que apenas repica o passado” Suzana Kahn, representante do MMA, durante a Audiência Pública para discutir o PDEE. “Se você fosse meu aluno eu o reprovaria” Carlos Vainer para Maurício Tolmasquim sobre o PDEE, durante a Audiência Pública, em 18 de fevereiro de 2009. Clique aqui para ler todas “No Canadá os índios pediram as hidrelétricas. Vamos [o MME] trabalhar para que os índios brasileiros também peçam” Altino Ventura Filho quando informou que um potencial de 80 GW de energia hidrelétrica está indisponível por se encontrarem em UCs e Terras Indígenas. Colóquio – Conservação e Eficiência Energética, no MME, em 19 de fevereiro de 2009. “Esses 80 GW [ potencial de energia hidrelétrica em UCs e Terras Indígenas] não podem ser aproveitados ag...