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A Amazônia e a Reserva Nacional de Cobre e Associados (RENCA)

O monstro ressuscitado Por Telma Monteiro Depois de pesquisar por semanas a história, desde antes da criação da Reserva de Cobre e Associados (RENCA), entendi mais a fundo quem se beneficiaria com a sua extinção. Aproveitei, também, para fazer edições e sobreposições em mapas e emimagens do Google. Tento dar uma noção de proporção das Unidades de Conservaçãoe das Terras Indígenas em relação à reserva.   Para ver todas as imagens clique AQUI RENCA - Localização  Abaixo elenco os principais momentos dessa história e concluo que o maior beneficiário desse Decreto do governo Temer é a Vale. As sobras serão negociadas com mineradoras canadenses que já estão na região do Jamanxim e no Xingu. Quem perde é a Amazônia e todos os brasileiros. Processos minerários na RENCA 1 - 1960 - foi criado o Ministério das Minas e Energia e o DNPM foi incorporado à estrutura do novo Ministério, no governo de Juscelino Kubitschek. 2 - 1969 - o Decreto-Lei Nº 764, de 1...

A Previdência banca ¼ da dívida pública federal

Por Telma Monteiro Resolvi pesquisar o porquê de o Brasil estar nessa encalacrada econômica. Então procurei me ater a três expressões – superávit primário, dívida pública e juros da dívida pública - que costumo ouvir de analistas, jornalistas econômicos e quase todo dia na TV, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.  Superávit primário : é todo o dinheiro arrecadado menos as despesas financeiras, ou juros. Dívida pública federal (DPF) : é a dívida do governo federal. Quando se gasta mais do que arrecada. Quando a dívida é em Reais chama-se dívida interna, quando tem que pagar em moeda estrangeira é chamada de dívida externa. Juros da dívida pública: quando o governo federal tem que buscar dinheiro no mercado financeiro para pagar as despesas que ultrapassaram o orçamento, ele paga juros incidentes sobre essa dívida. Então aprendi que quando o governo federal não tem dinheiro para pagar as contas, vai ao mercado financeiro. Igual a gente que pega empréstimo ou ...

Fundo Amazônia: o fundo do buraco? (2)

Desmatamento - Foto: Greenpeace Telma Monteiro E o dinheiro do Fundo Amazônia que cai no BNDES, para quem vai e para que tipo de projetos? Dando continuidade à questão do uso dos recursos do Fundo Amazônia para reduzir o desmatamento, elejo a Floresta Nacional do Jamanxim o símbolo maior do descumprimento da legislação ambiental e da inutilidade de grande parte dos projetos que receberam rios de dinheiro do fundo, via BNDES. A Amazônia perdeu, entre 2015 e 2016, 7984 km² de floresta, segundo o levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).  Entre os municípios que mais desmataram estão cinco no estado do Pará: Altamira, São Feliz do Xingu, Novo Repartimento, Portel e Novo Progresso. Conforme tabela abaixo nota-se que o Estado do Pará foi um dos estados que mais recursos receberam do Fundo Amazônia. Floresta Nacional do Jamanxim e Terra Indígena Munduruku O município de Novo Progresso é onde está justamente a Floresta Nacional do Jamanxi...

Fundo Amazônia: o buraco sem fundo? – Parte 1

Foto: Abcdoabc As finalidades do BNDES me parecem antagônicas em relação a esse papel de receber e administrar fundos para preservar um bioma que ele mesmo não costuma respeitar. O BNDES é financiador dos grandes projetos estruturantes que têm destruído uma grande parte da biodiversidade amazônica, além de projetos agropecuários que impactam a floresta. T elma Monteiro Temer viajou para a Rússia na semana passada e deu uma passadinha na Noruega para conversar com as autoridades norueguesas sobre a montanha de dinheiro que eles têm despejado no Fundo Amazônia. Como a Noruega, maior doadora do fundo, ameaçou cortar o envio da grana que, em tese, ajudaria a controlar o desmatamento da Amazônia, o governo Temer se preocupou. O governo da Noruega tem razão, o desmatamento aumentou, mesmo com os já R$ 2,75 bilhões que doaram para sua preservação. Não que eu ache a Noruega um poço de bondades. Ela têm que compensar suas emissões e ainda manter sob controle os investimentos em...

O que deu errado na luta por um meio ambiente equilibrado no Brasil?

UHE Belo Monte - Foto: PAC Apesar de o Brasil ser admirado internacionalmente como um país que explora fontes renováveis de energia, considero essa admiração um despropósito. Nossa matriz é calcada em energias fósseis ou  produzida por hidrelétricas , construídas em rios e regiões que jamais recuperaram a biodiversidade perdida, escreve  Telma Monteiro , especialista em análise de processos de licenciamento ambiental, em artigo publicado por  Correio da Cidadania , 17-06-2017. Eis o artigo. Não dá para pensar numa pauta Brasil sobre compromissos ambientais sem antes fazer uma breve retrospectiva de como surgiram as primeiras discussões internacionais sobre meio ambiente. Primavera silenciosa A partir de  1962, Rachel Carson  produziu um estudo chamado  Primavera Silenciosa , onde expôs a contaminação da cadeia alimentar por pesticidas nos EUA.  Carson  criticava o modelo do desenvolvimento econômico que impunha alterações ao ambie...