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Energia e Sustentabilidade, edição de 6 de outubro

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  1. TÉRMICAS SUBSTITUINDO HIDROELÉTRICAS
    O excesso de geração hidroelétrica – constatada pelo ONS – leva ao consumo equivocado de energia elétrica para fins térmicos que já é de mais de 30% da eletricidade produzida no país.
    A substituição por gás natural mais eficiente na produção de calor e frio levaria a uma redução significativa do consumo energético específico e, portanto, do custo real da energia útil para as indústrias.
    Esta é a grande oportunidade para a geração distribuída através de usinas combinadas de cogeração, que permitem a produção dos dois tipos de energia ao mesmo tempo com elevados rendimentos: térmica (calor de processo) e eletricidade.
    O país gera um excesso de energia elétrica justamente numa fase em que é declinante a atividade industrial por razões estruturais. O tipo de energia que o país mais precisa no momento é de energia térmica, petróleo para acionamento dos tratores e máquinas do agronegócio e mineração, especialmente o gás para suprimento de termelétricas de complementação. Razões de sobra para o não adiamento da 11ª rodada exploratória de petróleo em campos terrestres e do pós-sal.

    Há excesso de geração hidroelétrica – constatada pelo ONS – para a qual não existe demanda, coincidindo com uma fase em que é declinante a atividade industrial em razão da crise mundial.
    Se não houver consumo em razão do atraso na construção de linhas a energia elétrica produzida acabará utilizada localmente na produção de eletro intensivos e siderurgia, de maneira menos eficiente, sem condições de concorrer com a produção de países que utilizam combustível fóssil, inclusive a nossa própria.





    GASODUTOS

    A rede de gasodutos desempenha o mesmo papel que o sistema interligado no transporte de energia elétrica. São redes paralelas transportando tipos distintos de energia: térmica e eletricidade. Portanto, NÃO deveria ter donos exclusivos. Mas ser utilizado por produtores independentes e usuários distantes, na mesma forma utilizada no sistema elétrico interligado: vendendo em uma ponta e comprando em outra de consumo, pagando apenas o aluguel pelo trânsito ou diferença de custos. Como estão estreitamente relacionados no transporte de energia deveriam ser administrado pelo mesmo consórcio comum, como é o Operador Nacional do Sistema elétrico.

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  2. TÉRMICAS SUBSTITUINDO HIDROELÉTRICAS
    A substituição por gás natural mais eficiente na produção de calor e frio levaria a uma redução significativa do consumo energético específico e, portanto, do custo real da energia útil para as indústrias.
    Esta é a grande oportunidade para a geração distribuída através de usinas combinadas de cogeração, que permitem a produção dos dois tipos de energia ao mesmo tempo com elevados rendimentos: térmica (calor de processo) e eletricidade.
    O país gera um excesso de energia elétrica justamente numa fase em que é declinante a atividade industrial por razões estruturais. O tipo de energia que o país mais precisa no momento é de energia térmica, petróleo para acionamento dos tratores e máquinas do agronegócio e mineração, especialmente o gás para suprimento de termelétricas de complementação. Razões de sobra para o não adiamento da 11ª rodada exploratória de petróleo em campos terrestres e do pós-sal.

    Há excesso de geração hidroelétrica – constatada pelo ONS – para a qual não existe demanda, coincidindo com uma fase em que é declinante a atividade industrial em razão da crise mundial.
    Se não houver consumo em razão do atraso na construção de linhas a energia elétrica produzida acabará utilizada localmente na produção de eletro intensivos e siderurgia, de maneira menos eficiente, sem condições de concorrer com a produção de países que utilizam combustível fóssil, inclusive a nossa própria.

    GASODUTOS

    A rede de gasodutos desempenha o mesmo papel que o sistema interligado no transporte de energia elétrica. São redes paralelas transportando tipos distintos de energia: térmica e eletricidade. Portanto, NÃO deveria ter donos exclusivos. Mas ser utilizado por produtores independentes e usuários distantes, na mesma forma utilizada no sistema elétrico interligado: vendendo em uma ponta e comprando em outra de consumo, pagando apenas o aluguel pelo trânsito ou diferença de custos. Como estão estreitamente relacionados no transporte de energia deveriam ser administrado pelo mesmo consórcio comum, como é o Operador Nacional do Sistema elétrico.


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  3. REFLEXOS DO LEILÃO DE A3 E A5
    As recém-licitadas usinas da Amazônia serão as maiores responsáveis pelo excesso de energia elétrica gerada até 2015/19.
    Se não houver consumo em razão do atraso na construção de linhas a energia elétrica produzida acabará utilizada localmente na produção de eletro intensivos e siderurgia, de maneira menos eficiente, sem condições de concorrer com a produção de países que utilizam combustível fóssil, inclusive a nossa própria.
    A portaria 514 publicada hoje altera a portaria nº 498/11, que define as condições do leilão A-5 de 2011. Nas usinas, com autoprodutores, 30% da energia poderá ser destinada para esses agentes, no mínimo 20%, e mercado livre, o restante O porcentual foi elevado pelo governo atendendo a um pleito dos autoprodutores de energia, que são grandes empresas mineradoras, siderúrgicas e empresas de alumínio.
    Se tiverem que cumprir as normas de conteúdo nacional a exploração do petróleo e gás vai ficar para o dia de “São nunca”. O adiamento da 11ª rodada para 2012 ocorreu a pedido da própria Petrobras por não se sentir em condições de concorrer com outras empresas – e agora novamente prorrogada para 2013 – uma vez contida no seu plano de investimento pelo ubíquo presidente do conselho e ao mesmo tempo ministro.
    Ocorrida antes da crise, a 8ª rodada, com todas as restrições, não foi suficiente para impedir as novas descobertas de gás que permitiram a vitória de 2 empresas verticalizadas no leilão A3 de térmicas a gás (Petrobras e MMX).
    O Brasil produz em demasia 1 tipo de energia (hidroelétrica) para a qual não existe demanda, devido ao retraimento da atividade industrial conseqüência do câmbio supervalorizado e do elevado custo da tarifa.
    Dado o grande excedente de energia hidroelétrica na Amazônia tende a usar equivocadamente esta energia elétrica localmente para fins de aquecimento, na siderurgia e produção de eletro intensivo, sem a mínima condição de concorrer com países que utilizam carvão fóssil, inclusive a nossa própria. Esta forma de utilização de recursos naturais abundantes é também uma espécie de “doença holandesa”.

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