Pular para o conteúdo principal

União dos Povos das Florestas em defesa do Xingu


Solidariedade entre os povos - ATO CONTRA BELO MONTE  no Grande Encontro dos Povos em Manaus

Ontem ,dia 16 de agosto de 2011, iluminados por uma belíssima Lua Cheia, chamando para a União dos Povos das Florestas, saíram em marcha os centenas de indígenas participantes  do  Grande Encontro dos Povos – Saberes, Povos e Vida Plena em Harmonia com a Floresta”

A Marcha teve início em frente ao hotel Taj Mahal, local do evento e culminou com a chegada apoteótica dos participantes no  Largo Mestre Chico, no centro de Manaus – AM.

Este Grande Ato em defesa dos povos e rios do Xingu mostrou que os Povos Indígenas da Pan Amazônia continuam bradando em uma única voz, contra os grandes projetos energéticos, pensados pelo grande capital, para todos os países da Amazônia.

No Largo foi  instalado um palco onde  a população de Manaus se uniu a uma grande festa de alegria e protesto, pela defesa da Amazônia e dos povos das florestas.

Este ato em Defesa da vida foi celebrado por grupos de dança dos índios Ticuna, grupos afros, Samba de Crioula, grupo de carimbo, boi bumbá, também do cacique kaiapó Raoni Txucarramãe, que falou sobre a resistência dos povos do Xingu que há mais de 30 anos lutam contra o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

O Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre e o  Fórum Social Pan Amazônico estiveram presente através do ativista Dion Monteiro que falou em nome do Movimento.

Durante o ato ouve ainda exposição e venda de artesanatos em uma feira de economia solidária indígena.

O que é o Encontro?

Com o objetivo de construir uma alternativa para a Floresta a e todas as formas de vida no planeta, os Povos Indígenas da Amazônia, através do encontro entre os líderes das organizações indígenas dos nove países amazônicos travam um diálogo com os movimentos ambientalistas, instituições sociais e internacionais, respeitando a diversidade de abordagens nessa luta em defesa do meio ambiente.

Assim, a COICA – Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, em parceria com a COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira realizam o “Grande Encontro Pan-Amazônico: Saberes Ancestrais, Povos e Vida plena em harmonia com a Floresta”, a ser realizado na cidade de Manaus, no período de 15 a 18 de Agosto de 2011, com a participação de mais de 100 lideranças indígenas, através de 10 representantes locais e regionais de cada um das nove confederações nacionais dos povos indígenas da Amazônia: Brasil (COIAB), Peru (AIDESEP), Bolívia (CIDOB), Colômbia (OPIAC), Equador (CONFENIAE), Venezuela (ORPIA), Guiana (APA) Suriname (OIS) e da Guiana Francesa (FOAG).

Esse Grande Encontro irá tomar decisões estratégicas sobre temas relacionados à Amazônia e para toda a humanidade, debatendo propostas das lideranças indígenas e representantes do sistema das Nações Unidas, europeus e sul-americanos, os bancos multilaterais, ambientalistas e movimentos sociais, nas escolhas de ações específicas sobre os processos globais.

Com informações de Dion Monteiro e COIAB 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais

Volta à Minas colonial  Assista ao vídeo Conceição II sobre como a Mineração Anglo Ferrous Brazil, da Anglo American, trata as comunidades tradicionais de Minas Gerais. Assista ao filme Ouro de Sangue  mostra os descalabros da mineração de ouro a céu aberto em Paracatu, cidade bem próxima do Distrito Federal, formada durante a corrida do ouro da época colonial, no Oeste de Minas.

Rio Tapajós: derradeiro peão no tabuleiro de xadrez da Amazônia

Telma Monteiro No final de 2011, como resolução de ano novo, eu prometi a mim mesma que deixaria o ativismo socioambiental. Que fique claro que esta não seria a primeira vez a me impor tal determinação. Achei, no entanto, que seria a última e que resistiria bravamente às provocações e apelos das notícias que envolvem os desmandos do setor elétrico contra os povos e rios da Amazônia. Contra a vida, enfim. Foi em vão. Mesmo desestimulada pelos rumos tomados pelos enfrentamentos socioambientais, dei-me outra chance ao escrever mais este texto. Talvez eu não tenha completado meu carma ou não tenha esgotado meus argumentos para provar as ilegalidades dos processos de licenciamento de grandes obras. Ou talvez eu ainda acredite que temos chances de reverter este modelo de desenvolvimento ultrapassado e predatório que estão impondo ao Brasil. Sinceramente, não sei. É um comichão danado quando me deparo com fatos e decisões de autoridades ou empresas que subestimam a inteligênci...

Hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, o desastre confirmado

UHE Santo Antônio (ainda em construção) e ao fundo a cidade de Porto Velho O "X" vermelho é para encobrir a propaganda mentirosa do consórcio que diz "Desenvolvimento sustentável para Rondônia e para o Brasil" A cidade de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, nunca esteve tão ameaçada pelas cheias do rio Madeira. Ensecadeira (barragens provisórias) e outras estruturas em construção na UHE Jirau poderão se romper se não houver um controle do nível do reservatório da hidrelétrica Santo Antônio. (Atualizado em 04/03/2014) Telma Monteiro Resgatando um pouco da história das usinas do Madeira O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizaram uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar contra a mudança de localização da usina de Jirau, no rio Madeira. Isso aconteceu em 25 de agosto de 2008.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováve...