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As cinco hidrelétricas no Rio Tapajós. ''Nenhum rio, no mundo, suporta isso''

Entrevista especial com Telma Monteiro “Nenhum rio, no Brasil e no mundo, pode suportar a construção de cinco hidrelétricas, ou até menos, em sequência. Hidrelétricas causam prejuízos imensuráveis à biodiversidade”, desabafa Telma Monteiro no início da entrevista que concedeu à IHU On-Line, por telefone. Ela critica o projeto de construção do complexo de hidrelétricas do rio Tapajós, onde estão previstas cinco hidrelétricas em sequência. “O governo e seus aliados conseguiram passar as usinas do rio Madeira pela sociedade. Eles estão conseguindo passar com um trator por Belo Monte, embora estejamos resistindo bravamente. E se passarem Belo Monte, não vão ter qualquer dificuldade para aprovarem as hidrelétricas do Tapajós e todas as outras que forem planejadas para suprir a necessidade de obras para as grandes empreiteiras e de energia para as grandes eletro-intensivas”, disse ela.

Telma Monteiro é coordenadora de Energia e Infra-Estrutura Amazônia da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.
Leia a entrevista completa em
IHU - Instituto Humanitas Unisinos

Comentários

  1. AINDA BELO MONTE
    Aparados os principais entraves técnicos (10%) agora o assunto volta para o leito natural da política (90%). Sem dúvida a melhor aplicação da energia de Belo Monte é a “fabricação sazonal” de alumínio. Uma das empresas mais interessados comparece nos dois consórcios: ora como empreiteira e ora como distribuidor, mas apenas em um deles com ambos os interesses. Só falta se tornar interessada como “fabricante sazonal” de alumínio, o que — a essa altura dos acontecimentos — muito provavelmente já deve ter acontecido.
    Mas, o evento extrapola o genuíno interesse de ambientalistas, técnicos, mineradoras e produtores de alumínio, interessa mais ao governo — através da Eletrobrás que o representa — tendo em vista os elevados interesses políticos que o evento propicia em ano eleitoral. Servirá como plataforma — com objetivos mais amplos — para o lançamento do “marco regulatório” dos recursos hídricos e minerais, com a finalidade de estabelecer a política e marcar presença do governo, nos moldes do Pré-Sal. Trocando em miúdos: montagem do teatro de marionetes no qual os políticos vão, docilmente, representar seus papéis.

    É preciso ser detetive para descobrir o provável vencedor, cujo resultado já está acertado entre os consórcios participantes. O vencedor: “Elementar, meu caro Watson”.
    .
    Hugo Siqueira Avenida Oscar Ornelas 157 Cabo Vede MG

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