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MMA quer facilitar a construção de hidrelétricas na Amazônia, com licenças regionais

Segundo a secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, frente as novas demandas de energia no país, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) estuda uma forma de agilizar o licenciamento, emitindo licenças regionais.

A possibilidade de flexibilização nas concessões de licenças ambientais externalizada pela secretária-executiva do Ministério de Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, é no mínimo descarada. Descaramento é o único termo que pode classificar as palavras da segunda autoridade do MMA, que deveria se preocupar única e exclusivamente com a preservação dos recursos naturais.

Izabella Teixeira de forma falsa mencionou sua prioridade pessoal de discutir hidrelétricas na Amazônia a usinas térmicas e nucleares. Isso que ela chama de discussão seria o mesmo que dar a um condenado a morte duas possibilidades: ou de morrer na cadeira elétrica ou de morrer enforcado. Demandas de infraestrutura de energia é um tema que a senhora em questão deveria pensar duas vezes antes de emitir opinião.

A “nova visão” do MMA mencionada na matéria de O Valor Econômico - aliás é bem próprio desse veículo divulgar opiniões sobre rumos distorcidos para as questões ambientais do Brasil - fala de exploração do potencial hidrelétrico na Amazônia e de debater o uso, segundo Izabella, até das unidades de conservação. Os chamados royalties do setor elétrico que nada mais são do que o famoso “cala boca” para a sociedade, só servem para beneficiar campanhas eleitorais e não podem servir, como se pretende, de moeda de troca para evitar um apagão virtual criado com o fim de favorecer grandes empreiteiras e seus apaniguados.

O MMA pós Minc está passando por uma séria crise de existência. Izabella Teixeira está a serviço da Casa Civil de Dilma Rousseff para ajudar a satisfazer a ambição de Lula de um terceiro mandato de saias. Mesmo que isso signifique inventar “soluções tecnológicas, sociais e ambientais”, palavras da secretária-executiva, para implantar turismo na Amazônia a la parque Yellowstone. Depois importarão o Zé Colméia! (TM)

Comentários

  1. Esta proposta vem do Banco Mundial, na sua avaliação do processo de licenciamento das hidrelétricas, mostrando que o Brasil, que pretende ser grande potência internacional, fica sempre ao serviço do capital global.

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