Pular para o conteúdo principal

Jirau: contrato de fornecimento garante antecipação da operação comercial

SPE aguarda apenas liberação da LI, que permitirá implantação definitiva da usina, bem como a liberação do financiamento pelo BNDES
Com a assinatura do contrato de fornecimento de unidades geradoras, a hidrelétrica de Jirau (RO, 3.300 MW) caminha rumo à implantação definitiva. Segundo o presidente da sociedade de propósito específico Energia Sustentável do Brasil, Victor-Frank Paranhos, a contratação de 28 turbinas bulbo, fechada no último dia 12 de dezembro e anunciada nesta segunda-feira, 22, permitirá que a primeira unidade geradora possa iniciar operação comercial em fevereiro de 2012, onze meses antes do prazo inicial previsto para o empreendimento. Leia...
A empresa aguarda apenas a liberação da licença de instalação, que permitirá a implantação definitiva da usina, bem como a liberação do financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo ele, o banco não pode liberar os recursos sem a LI. Na semana retrasada, contou, a SPE entregou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis o Projeto Básico Ambiental que, de acordo com Paranhos, foi desenvolvido com a participação de oito universidades do país
Paranhos comentou que a empresa decidiu contratar as 28 unidades geradoras do consórcio formado por Alstom, Voith Siemens e Andritz Va Tech, deixando as outras 16 unidades geradoras de modo a diversificar o fornecimento e acelerar a motorização do empreendimento. De acordo com o vice-presidente da Alstom Brasil, Marcos Costa, a Energia Sustentável do Brasil pretende construir as duas casas de força da usina em paralelo e isso não daria ao grupo a condição de cumprir os prazos.
O contrato abre espaço ainda para a entrega das 16 turbinas restantes, já que o consórcio de fabricantes assinou com a geradora uma opção para compra das unidades remanescentes, cujo exercício deve ser feito até meados de 2009. Paranhos destacou ainda que a SPE deve anunciar "em breve" a contratação do fornecedor das 16 unidades geradoras restantes - em fase final de negociação.
Líder do consórcio de fabricantes, a Alstom será responsável pela construção de 19 turbinas e 22 geradores, ficando o restante dividido pelos demais integrantes. Costa ressaltou ainda que o contrato prevê entrega de reguladores de velocidade, sistemas de monitoramento, barramentos blindados e aparelhos de proteção contra sobrecarga, além da a supervisão de montagem e comissionamento.
Ainda de acordo com o vice-presidente da Alstom, a fabricação será feita na unidade de Taubaté, que abriga também a montagem das 44 turbinas de Santo Antônio. Para isso, comenta o executivo, a unidade receberá ao todo € 17 milhões em investimentos para ampliação da capacidade produtiva, também com vistas a outros projetos, como a hidrelétrica de Belo Monte (PA, 11.181 MW), com previsão de ser licitada em 2009.
Paranhos e Costa avaliam que a entrega dos equipamentos no canteiro não terá problemas de logística. Segundo o executivo da SPE da usina, o plano é que os equipamentos cheguem a Manaus e sigam por balsa pelos rios até Porto Velho e até a hidelétrica. "os rios são navegáveis", destacou Paranhos. Fonte: Rondonoticias

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais

Volta à Minas colonial  Assista ao vídeo Conceição II sobre como a Mineração Anglo Ferrous Brazil, da Anglo American, trata as comunidades tradicionais de Minas Gerais. Assista ao filme Ouro de Sangue  mostra os descalabros da mineração de ouro a céu aberto em Paracatu, cidade bem próxima do Distrito Federal, formada durante a corrida do ouro da época colonial, no Oeste de Minas.

Rio Tapajós: derradeiro peão no tabuleiro de xadrez da Amazônia

Telma Monteiro No final de 2011, como resolução de ano novo, eu prometi a mim mesma que deixaria o ativismo socioambiental. Que fique claro que esta não seria a primeira vez a me impor tal determinação. Achei, no entanto, que seria a última e que resistiria bravamente às provocações e apelos das notícias que envolvem os desmandos do setor elétrico contra os povos e rios da Amazônia. Contra a vida, enfim. Foi em vão. Mesmo desestimulada pelos rumos tomados pelos enfrentamentos socioambientais, dei-me outra chance ao escrever mais este texto. Talvez eu não tenha completado meu carma ou não tenha esgotado meus argumentos para provar as ilegalidades dos processos de licenciamento de grandes obras. Ou talvez eu ainda acredite que temos chances de reverter este modelo de desenvolvimento ultrapassado e predatório que estão impondo ao Brasil. Sinceramente, não sei. É um comichão danado quando me deparo com fatos e decisões de autoridades ou empresas que subestimam a inteligênci...

Hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, o desastre confirmado

UHE Santo Antônio (ainda em construção) e ao fundo a cidade de Porto Velho O "X" vermelho é para encobrir a propaganda mentirosa do consórcio que diz "Desenvolvimento sustentável para Rondônia e para o Brasil" A cidade de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, nunca esteve tão ameaçada pelas cheias do rio Madeira. Ensecadeira (barragens provisórias) e outras estruturas em construção na UHE Jirau poderão se romper se não houver um controle do nível do reservatório da hidrelétrica Santo Antônio. (Atualizado em 04/03/2014) Telma Monteiro Resgatando um pouco da história das usinas do Madeira O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizaram uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar contra a mudança de localização da usina de Jirau, no rio Madeira. Isso aconteceu em 25 de agosto de 2008.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováve...