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Falcatruas do setor elétrico

Fonte da imagem:  redeinteligente.com "Para saber se um projeto [hidrelétrico] pode ter seus custos reduzidos, uma boa linha de investigação tem sido verificar se em sua elaboração foram usados os mesmos arranjos propostos nos inventários hidroelétricos. Isto porque estes estudos são menos detalhados e podem existir novas soluções de engenharia, mais baratas do que as que foram simplesmente copiadas do inventário e melhor detalhadas. Isso porque, como se sabe, o foco dos inventários [hidrelétricos] não é reduzir custos, mas permitir a divisão de quedas e o aproveitamento ótimo dos potenciais. Além disso, é comum seus orçamentos terem sido “inflados” para afastar o interesse de terceiros daquele rio e ao mesmo tempo, para tentar aproveitar boas condições do BNDES para reduzir o capital próprio. Ou ainda para aumentar o ganho sobre os investidores que entrassem depois como sócios no negócio ." Ivo Pugnaloni [1]   Telma Monteiro O parágrafo acima chamou minha atenção...

Vale vence o Public Eye Awards, premio de pior empresa do mundo

Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita, nesta quinta, 26, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

Belo Monte, Teles Pires e Tapajós nas mãos da Abiape

Telma Monteiro Já deu para perceber que o governo brasileiro tem pressa. Pressa para implantar as usinas que ainda faltam para dar por finalizada a campanha de aproveitamento do chamado "potencial hidrelétrico" da Amazônia. Afinal, os lobbies da eólica e da solar já estão atrapalhando a estratégia das empreiteiras e da Abiape. Abiape quer dizer Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia. Nomão desse no setor elétrico só pode significar apropriação e privatização dos recursos naturais. Vamos então saber o que a Abiape tem a ver com Belo Monte, com o Complexo Teles Pires e com as usinas do Tapajós. Sim, os consórcios responsáveis pelas usinas em construção têm associados da Abiape e as que ainda não sairam do papel já estão na mira deles. O clubinho fechado da Abiape conta com as maiores empresas dos ramos da mineração, alumínio, siderurgia, papel e celulose e cimento. Alcoa, Gerdau, Odebrecht, Vale, CSN, Arcelor Mittal, Camargo Corrêa, Vo...

Belo Monte inicia primeiro barramento do Xingu

As primeiras intervenções no Rio Xingu, relacionadas à construção de Belo Monte, já estão em andamento. No trecho que margeia o Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio, está sendo feita a primeira ensecadeira Publicado em 16 de janeiro de 2012  Por Xingu Vivo Texto: Ruy Sposati Fotos: João Zinclar As primeiras intervenções de maior porte no Rio Xingu, relacionadas à construção de Belo Monte, já estão em andamento. No trecho que margeia o Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio, os construtores da usina estão fazendo a primeira ensecadeira – pequena barragem provisória para desviar parte do curso da água e permitir que se trabalhe em seco na construção do “paredão” da barragem definitiva -, como constatou a equipe do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) neste domingo, 15.

Vote Vale

Para votar na Vale como a pior empresa do planeta de 2012, clique AQUI 

Qual, é afinal, o papel da Funai?

Posse do Conselho Fiscal da Funai, em 2010 Presidente Marcio Meira no primeiro plano Foto: Blog da Funai (sim, tem blog também) Telma Monteiro Entre os objetivos da Fundação Nacional do Índio (Funai) está o de "monitorar as terras indígenas regularizadas e aquelas ocupadas por populações indígenas, incluindo as isoladas e de recente contato, coordenar e implementar as políticas de prote ção aos grupos isolados e recém-contatados e implementar medidas de vigilância, fiscalização e de prevenção de conflitos em terras indígenas." Isso está escrito no site da Funai.  O site mostra também a estrutura da Funai que impressiona pelo número de diretores e coordenações. Isso tudo serve exatamente para quê? Temos todos os episódios recentes como os eventos em MS, a localização dos isolados "descobertos" em RO, a morte da criança indígena no MA, que nos dão a impressão de que a Funai é um imenso vazio. Por onde anda toda essa gente que trabalha na Funai?  As l...

Indígenas isolados na região das usinas do Madeira tinham sido detectados em 2009

Mapa da Funai com as referências de índios isolados Na última semana foram divulgadas notícias sobre a presença de indígenas isolados na região das obras de construção das usinas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Uma das matérias é do blog da Redação Repórter Brasil, de 6 de janeiro, intitulada Povos isolados localizados perto de obras no Rio Madeira. Para reforçar o descaso com que o tema vem sendo tratado pelas empresas responsáveis e pelo governo federal, escrevi o texto a seguir calcado no relatório de uma expedição realizada em 2009, que constatou a presença de indígenas isolados no entorno das obras das hidrelétricas em construção no rio Madeira. O relatório adverte para os riscos que grupos de indígenas isolados estão correndo em uma região que sofre os impactos da construção de duas obras gigantescas em plena Amazônia. É importante aproveitar o momento para lembrar a presença de indígenas isolados nas cabeceiras do Igarapé Ipiaçava e de outro grupo isolado (o...

Aula de energia

Achei pertinente, neste momento em que se discute Belo Monte e a matriz energética brasileira, postar dois vídeos de uma verdadeira aula sobre os temas. O pesquisador Antonio Nobre explica, de forma didática e muito clara, como o Brasil é refém de grandes empresas e como o Estado se curva a elas, aceitando a "ditadura da oferta" para tocar  uma "economia funerária". Belo Monte, diz ele, vai servir para alimentar o complexo do alumínio e para exportar lingotes sem valor agregado. Os vídeos são imperdíveis para aqueles que querem se aprofundar no assunto e dirimir dúvidas criadas pela falácia das empreiteiras, empresas eletrointensivas e governo. O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Antonio Nobre, falou  no debate "O Brasil e a energia do amanhã", promovido por CartaCapital e pela revista digital Envolverde, em agosto de 2010. (TM)  

A Vale poderá ser eleita a pior empresa do ano

A Vale participa do consórcio Norte Energia que é responsável pela construção da hidrelétrica Belo Monte. A Vale poderá ser eleita a pior empresa do ano no  The Public Eye Awards e concorre   com outras cinco empresas: Barclays, Freeport, Tepco, Samsung, Syngenta. Para votar na Vale como a pior empresa do ano clique AQUI   ou acesse o site The Public Eye Awards Assista ao vídeo de apresentação sobre os impactos causados pela Vale

2011: o Brasil engoliu Belo Monte, na marra!

Imagem: blogdoenilton50.blogspot.com Telma Monteiro O processo de licenciamento de Belo Monte, sua imposição e aceitação política, contem fatos similares e já digeridos pela sociedade durante o também doloroso processo das usinas do rio Madeira.   Desde 1997 eu me dedico a analisar documentos oficiais ou privados de projetos ligados ao setor elétrico e me impressiono como cresce o descaramento das autoridades do governo ao apresentar justificativas falsas para viabilizá-los. Em 2011, acredito, tivemos a pior das demonstrações. Depois de ter passado no teste de resistência da sociedade de engolir sapos, a licença parcial de instalação inventada para apressar o início das obras da usina de Jirau, no rio Madeira, caiu como uma luva no caso de Belo Monte. O cinismo foi tanto que o Ibama nem se importou em "oficializar" a ilegalidade, pois contava com um precedente. Empresas e instituições públicas, prontas para abocanhar o projeto da chamada terceira maior hid...

Liberação de obras de Belo Monte sem redução de impactos é carta branca para o caos na região, diz MPF

Derrubada da decisão que exigia o cumprimento de ações de minimização dos impactos socioambientais da hidrelétrica pode causar prejuízos irreparáveis, afirmam procuradores da República no Pará A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que liberou a instalação do canteiro de obras da hidrelétrica de  Belo Monte  sem o cumprimento de ações de prevenção e redução dos impactos socioambientais do projeto – as chamadas condicionantes foi considerada temerária pelo Ministério Público Federal no Pará.

Um ano quase novo e o paraíso chamado Brasil

Foto: Rio Araguaia.com.br Por A. Coutinho "Certo, se no princípio de tudo eles levavam nosso pau (brasil), hoje pouco mudou, pois vivem levando nosso... ferro; seja de Carajás ou das Gerais, pouco importa. Mas isso é apenas a parte visível do rombo, tal como rombo foi feito sempre para assemelhar-se a iceberg. Uma parte minúscula, visível; outra, a do leão, invisível ou desapercebida." A. Coutinho  Para acessar o texto completo, clique em  Um ano quase novo e o paraíso chamado Brasil

A história da aceitação política das hidrelétricas do rio Madeira – Parte 1

Vista aérea do canteiro de obras da UHE de  Santo Antônio , abril de 2010  Foto:  imagemnews.com A história da aceitação política das hidrelétricas do rio Madeira – Parte 1 [1] Finalmente, aparadas todas as arestas, Furnas e Odebrecht apresentaram os Estudos de Inventário do rio Madeira para a Aneel, em 20 de novembro de 2002, nos quais apontaram os Aproveitamentos Hidrelétricos de Santo Antônio e Jirau. Os estudos foram aprovados em 17 de dezembro do mesmo ano, em tempo recorde. Tal urgência se justificaria, pois em 1º de janeiro de 2003 o novo governo, eleito em novembro de 2002, assumiria o poder.   Em 16 de janeiro de 2003, logo depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República, Furnas e Odebrecht receberam da Aneel o registro ativo para a realização dos Estudos de Viabilidade e iniciaram os trabalhos de campo.  Telma Monteiro Santo Antônio e Jirau Em 1999, as Furnas Centrais Elétricas S.A. e a Construtora ...

Funai confirma a presença de indígenas isolados em região de impacto das usinas do Madeira

Expedição da Funai realizada neste ano encontrou vestígios de grupo não contatado na TI Katauixi/Jacareúba, na divisa do Amazonas com Rondônia Elaíze Farias Expedição da Frente de Proteção Etnoambiental do Madeira (FPEA Madeira) da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a presença de índios isolados em uma área da Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Estado do Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, na divisa com Rondônia.

Feliz Natal, mas sem Belo Monte, sem corrupção, sem autoritarismo, sem...

Telma Monteiro Faço votos que as autoridades brasileiras tenham um momento de reflexão enlevados pelo clima especial ao lado daqueles que eles mais amam. Que longe do dia a dia da responsabilidade de que foram ungidos, seja pelo voto, seja pela escolha de um eleito, quando são apenas parte de sua família, possam fazer um mergulho sincero nos motivos que os levam a tomar decisões. Decisões que mexem com a vida de pessoas, com a natureza, com o futuro deste país. Decisões que podem fazer a história ser boa ou amarga, ressaltar a ética ou a corrupção. Decisões que, antes de tudo, são para o Brasil e não para uns poucos.  Foto:  ascriasdaelba.blogspot.com

O Movimento Xingu Vivo para Sempre somos todos nós

Mensagem de Natal e de agradecimento do Movimento Xingu Vivo para Sempre Havia um tempo em que o Xingu era só um rio. O mais belo e precioso de todos, para quem mora nas suas barrancas, mas para muitos dos demais, apenas um nome. Foi então que, há mais ou menos dez anos, o governo ressuscitou o cadavérico projeto de Belo Monte. No começo, os xinguanos se alarmaram, e custaram a acreditar.  Mas a ameaça cresceu, foi tomando forma, até que o “Belo Monstro” começou a fazer suas vítimas. À força, foi tomando as terras dos agricultores, seus caminhões foram cobrindo de sujeira e desassossego as comunidades, jogou índios contra índios, despejou os mais pobres de suas casas, trouxe violências, e foi tão brutal, que a resistência passou a exigir forças que às vezes pareciam se esgotar. Mas então, pouco a pouco, “Xingu” deixou de ser apenas um conceito vago para os que desconheciam o rio. As notícias dos crimes de Belo Monte começaram a chegar às cidades, atravessaram os m...