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PCHs nos rios brasileiros


As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Buriti e Porto das Pedras – MS - são o pesadelo do rio Sucuriú. O governo do MS pretende exportar energia para o resto do Brasil através de mais 20 PCHs projetadas nos rios do Centro-Oeste.
Não é surpresa que empresas privadas se digladiem para obter da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) concessão de construção de PCHs: a Eletrobrás compra toda a energia produzida. Esse é mais um grande “estímulo” do governo para exploração dos recursos hídricos. Além das isenções de contribuições e taxas, os afortunados empresários ainda têm, antecipadamente, a produção vendida.
Energia que deveria suprir as necessidades locais, de forma sustentável, está sendo transmitida para o Sistema Integrado Nacional (SIN) através de grandes linhas de transmissão, para abastecer consumidores de grande porte. E ainda é financiada pelo BNDES que, nesse caso da PCH Buriti no rio Sucuriú, já enfiou R$ 135 milhões, com juros subsidiados, pois o projeto é atrelado ao Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). 
Por outro lado, tem até parlamentar questionando o licenciamento ambiental de  outras PCHs, como a que está projetada no Parque Estadual do Jalapão, no estado do Tocantins. Parece que as autoridades da região esqueceram de avaliar os impactos ambientais decorrentes da construção de hidrelétricas. (TM)

PCHs e créditos de carbono
Outra falácia sobre PCHs é que elas contribuem para evitar o agravamento das mudanças climáticas. Empresas que estão obtendo concessões para construção de PCHs já estão de olho em outras plagas: créditos de carbono. Mais recursos para as empresas sob o pretexto de um tal de Carbono Social.
E quanto aos impactos sociais e ambientais causados pelas PCHs ( elas podem ter de 3 a 13 km² de área alagada pelos reservatórios) que afetam terras indígenas, comunidades ribeirinhas, espécies endêmicas, sítios arqueológicos, corredeiras, unidades de conservação, etc.? Vão construir mais PCHs legitimadas pelo Carbono Social? (TM)

PCHs e o BNDES 
Mais financiamento do BNDES para PCHs. Desta vez na Bahia.  A PCH Sitio Grande será construída no rio das Fêmeas com o financiamento no valor de R$ 101 milhões.
O rio das Fêmeas, famoso por suas lindas corredeiras, fica no oeste da Bahia, no município de São Desidério. (TM)

Comentários

  1. Telma, pode até ser que algumas pessoas e empresas que constroem as PCHs não tenham as melhores intensões, mas isso não tira o valor das pequendas centrais hidrelétricas. Elas são as únicas fontes realmente renováveis de energia, já que toda a água utilizada para a geranção de eletriciade volta para o rio. Além disso, a área alagada é mínima – essa é uma das características das PCHs - o que resulta em minimos impactos socioambientais.
    E o Sistema Integrado Nacional não alimenta apenas grandes consumidores mas o País todo.
    Telma, precisamos de energia, não tem jeito. E comparada com as outras formas de geração, as PCHs constituem a menos ruim, sem dúvida.
    Pense nas outras foras: grandes hidrelétrias e seus reservatórios gigantescos, usinas nucleares com todo o perigo que represenam e a enorme quantidade de urânio necessário para sua alimentação, termelétricas e a poluicão resultante, sem mencionar a busca por carvão.
    Não tem jeito: viva as PCHS.

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  2. Prezado Pierre:

    Se a área de construção da PCH não detonar com o meio ambiente, com o esporte e com o turismo, tudo bem, concordo com você.

    Mas e se for o contrário?

    Acho que é muito fácil falar, quando não se está na área afetada e envolvido com o problema.

    Você mora numa área afetada?
    Você trabalha numa área afetada?
    Você pratica esportes numa área afetada?

    Se alguma das respostas acima for "SIM", então você vai mudar de opinião.

    www.cachoeiradotombo.com.br

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  3. É Pierre, como diz o nosso amigo Maria Augusto,"é muito fácil falar, quando não se está na área afetada e envolvido com o problema."
    O que tu dirias, quando visse parte de tua história e o local sagrado de culto e homenagem póstuma aos teus ancestrais serem tratados como simples bagulhos. "desenterra e muda o local do cemitério para uma cota acima da cota de inundação". Isso está escrito em um EIA/RIMA.

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  4. Lembro que a área máxima aladada de uma PCH não pode exceder 3 km².
    PCH é um meio de distribuição de renda, leva energia a comunidades isoladas, aumenta a produção de energia na planta nacional e aquece a economia brasileira. Todos os afetados por PCH são indenizados e existem programas de reflorestamento e de manutenção do ambiente natural onde for construída a PCH.
    Os órgãos ambientais apóiam e querem cada vez mais a produção de energia através das PCH's enquanto não tivermos outras fontes.

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  5. o Rafael tem razão, a area afetada nao pode ultrapassar 3km², o que é uma area pequena se voce considerar a extençao do rio, e que deve ser mantido como reserva 20 metros de cada lado do rio. as pessoas que realmente sao prejudicadas com isso sao muito poucas, e para o projeto ser executado é preciso que as indenizaçoes sejam depositadas antes do inicio das obras

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  6. Sr. Anônimo, por favor, na próxima vez identifique-se. As tais indenizações (como você chamou) são um verdadeiro acinte à minha inteligência, assim como suas justificativas toscas com relação à área alagada. Obrigada pela comentário e por acessar o blog. Abraço.

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